quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O DÉCIMO BILHÃO - Parte 03 de 10

O TERCEIRO BILHÃO

Diante de tamanha confusão e em face aos crescentes desafios econômicos, a solução natural adotada, tanto pela burguesia quanto pelo proletariado, foi a formação de novos bandos.

Estes agrupamentos cada vez maiores criaram e receberam a denominação de “blocos” e suas ações passaram a pautar-se mais em adotar políticas de gerenciamento dos conflitos para alcançar seus objetivos do que para solucionar embates menores e localizados.

A atuação destes blocos alcançava inclusive um acordo de cooperação militar, a exemplo da Tríplice Aliança formada por Alemanha, Áustria-Hungria e Itália e pela Tríplice Entente formada por Inglaterra, França e o Império Russo.

Como vimos, nas sociedades existentes até então, a relação capital / trabalho se baseava no antagonismo entre classes, opressor e oprimido.

Mas, para poder oprimir uma classe é necessário garantir-lhe condições tais que lhe permitam ao menos uma existência como escrava e, neste contexto, a própria idéia de existirem escravos passa a ser vista pela burguesia sob uma ótica econômica diferente, já que a manutenção dos mesmos que precisavam ser alimentados, vigiados, vestidos e abrigados, sendo apoiados por uma classe proletária cada vez mais sensível aos seus reclamos, se mostrava muito onerosa.

Os movimentos abolicionistas já no final do século XIX passaram a contar com o apoio de boa parte da burguesia que, além de vender uma imagem libertadora, via a possibilidade de aumentar a oferta de trabalhadores para as fábricas, reduzindo seu custo.  O escravo livre, assim como o pobre livre, que não encontrasse trabalho, não precisava ser alimentado ou cuidado pelo “senhor das indústrias”.

O antagonismo secular entre o burguês das cidades e os grandes proprietários rurais, apoiados pelos ideais humanistas e libertários de boa parte da intelectualidade, só fez acelerar a abolição da escravatura formal no mundo, substituindo-a por outra, econômica, da subserviência do trabalho ao capital e seu poder político repressor.

Os escravos libertos abandonaram o campo, migrando para as cidades onde, somando-se aos operários livres, analfabetos e sem profissão, acabaram por formar malocas, cortiços e favelas, passando a viver nestes “guetos” até como forma de defesa (novos bandos) e acabando por desenvolver regras de conduta e convivência próprias.

As vagas de emprego criadas nos campos, na agricultura e na pecuária, acabaram sendo supridas por igual fluxo migratório de trabalhadores pobres vindos de regiões menos desenvolvidas.

Este crescimento exagerado das cidades, que de um lado criou problemas com o aumento significativo do número de seus habitantes de outro lado, possibilitou à burguesia inúmeras oportunidades para novos negócios. O pão que era feito em casa, nos pequenos fornos, passou a ser feito em padarias, de forma quase industrial.

A indústria de calçados floresceu assim com cresceram as tecelagens e tantas outras. Surgia a idéia de produção de bens de consumo em larga escala para as camadas mais baixas, economicamente falando, da população.

Apoiada por um gigantesco número de novos inventos (da lâmpada elétrica, passando pelo automóvel e chegando ao avião) a indústria possibilitou, no início do século XX, o fortalecimento de uma “classe média”, intermediária, que tinha acesso à educação, à saúde pública e que sonhava com um futuro melhor (o pobre metaforicamente falando, sonhava apenas em conseguir a próxima refeição).

As formas de organização política das várias classes sociais (formas de pensamento) começavam a ganhar características específicas, destacando-se neste limiar do novo século, os primórdios do socialismo, do comunismo, do nacionalismo, do fascismo, do nazismo, além do próprio capitalismo.

O termo socialismo foi utilizado pela primeira vez por Henri de Saint Simon (1760/1825) e foi consagrado por Robert Owen (1771/1858) no ano de 1834.
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Claude-Henri de Rouvroy, Conde de Saint-Simon, (Paris, 17 de outubro de 1760Paris, 19 de maio de 1825), foi um filósofo e economista francês, um dos fundadores do socialismo moderno e teórico do socialismo utópico.
Propôs a criação de um novo regime político-econômico, pautado no progresso científico e industrial, em que todos os homens dividissem os mesmos interesses e recebessem adequadamente pelo seu trabalho.
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Os primeiros socialistas previam um mundo melhor através da mobilização da tecnologia combinando-a com uma melhor organização social. Advogavam a propriedade pública ou coletiva e a administração dos meios de produção e distribuição de bens. Defendiam uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades e meios para todos os indivíduos com um método mais igualitário de compensação.

Isto permitiria que a riqueza e o poder fossem distribuídos com base na quantidade (não qualidade) de trabalho despendido na sua produção.
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Robert Owen (14 de maio de 177117 de novembro de 1858) foi um reformista social escocês, considerado um dos fundadores do socialismo e do cooperativismo.
Filho de uma família de modestos artesãos. Após galgar diferentes degraus da produção, a partir do aprendizado, tornou-se, aos 30 anos, co-proprietário e diretor de importantes indústrias escocesas de fiação, em New Lanark, reduzindo a jornada de trabalho para 10,5 horas diárias - um avanço para a época, já que a jornada de trabalho de um típico operário têxtil era de 14 a 16 horas diárias. Preocupou-se ainda com a qualidade de vida dos seus empregados, contruído casas para as famílias dos operários, o primeiro jardim-de-infância e a primeira cooperativa.
Com sua experiência , Owen provou que: Um toque humanista motiva os trabalhadores. Na sua indústria os fios de algodão tiveram melhoria de qualidade resultando em lucros para seus sócios, isto potencialmente devido ao tratamento diferenciado dado a seus empregados.
Em 1817 evolui da ação assistencial para a crítica frontal ao capitalismo, tentando convencer as autoridades inglesas, bem como estrangeiras, da necessidade de reformas no setor de produção. Essa nova postura atraiu para si a repulsa dos segmentos conservadores da sociedade da época e, por suas críticas, foi expulso da Inglaterra, para onde retornou no final da vida, continuando a luta por seus ideais vindo a falecer aos 87 anos de idade.
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Uma consequencia dessa mudança seria o fim do trabalho assalariado e a substituição do mercado por uma gestão socializada ou planejada, com o objetivo de distribuir a produção econômica e todo tipo de serviço segundo as necessidades da população.

No aspecto político o socialismo, ao contrário do que se costuma pensar, não teria um Estado. Isso quer dizer que antes do socialismo a sociedade passaria por uma fase chamada de “ditadura do proletariado” para garantir o domínio da classe operária sobre as demais, onde o Estado Operário trabalharia no sentido de sua auto-abolição.

Vladimir Lênin (1870/1924) definiu o socialismo como uma fase de transição entre o capitalismo e o comunismo.

Segundo Friedrich Engels, o Estado seria abolido concomitantemente com a abolição das classes e, portanto, na primeira fase da sociedade comunista, chamada de socialismo, não existiria mais Estado.
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Vladimir Ilitch Lenin ou Lenine - Simbirsk, 22 de abril de 1870Gorki, 21 de janeiro de 1924) foi um revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa de 1917, líder do Partido Comunista, e primeiro presidente do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética.  Influenciou teoricamente os partidos comunistas de todo o mundo, e suas contribuições resultaram na criação de uma corrente teórica denominada leninismo, chegando a ser considerado um dos personagens mais influentes do século XX.
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Segundo Trotsky (1879/1940) existiria basicamente duas formas de regime num Estado socialista: as democracias operárias e os Estados Operários Burocráticos, caracterizando-se a primeira pelo alto controle dos trabalhadores sobre a planificação econômica (controle operário); criação de mecanismos de controle pela base; fusão dos poderes executivos e legislativos; revogabilidade permanente dos mandatos indicados pelos organismos de base; eleição direta via organismos para todos os cargos (inclusive militares) com clausulas de impedimento de reeleição; separação do Estado e partido e ampla liberdade entre os trabalhadores para expressarem suas posições, à exceção da sublevação armada. Os regimes de Estado Operário Burocrático caracterizavam-se pelo domínio de uma “casta” burocrática; supressão, ou manutenção apenas na forma, dos organismos de base; planificação por essa burocracia, sem controle operário; alta hierarquização no serviço público; fusão do Estado e partido com supressão da liberdade de imprensa.
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Leon Trótski (Ianovka, 7 de novembro de 1879Coyoacán, 21 de agosto de 1940) foi um intelectual marxista e revolucionário bolchevique, fundador do Exército Vermelho e rival de Stalin na tomada do PCUS à morte de Lenin.
Nos primeiros tempos da União Soviética desempenhou um importante papel político, primeiro como Comissário do Povo (Ministro) para os Negócios Estrangeiros; posteriormente como criador e comandante do Exército Vermelho, e fundador e membro do Politburo do Partido Comunista da União Soviética. Afastado por Stalin do controle do partido, Trótski foi expulso deste e exilado da União Soviética, refugiando-se no México, onde veio a ser assassinado por Ramón Mercader, um agente de Stalin, no ano de 1940.
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O comunismo, uma estrutura socioeconômica e uma ideologia política, que pretendia promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes e apátrida, baseada na propriedade comum e no controle dos meios de produção e da propriedade em geral.

Como uma ideologia política, o comunismo seria considerado como a etapa final do socialismo, podendo ser considerado o oposto do capitalismo.

As doutrinas comunistas mais antigas, anteriores à Revolução Industrial punham todo ênfase nos aspectos distributivistas, colocando a igualdade social, isto é, a abolição das classes como o objetivo supremo. Com Marx e Engels, a ênfase deslocou-se para a plena satisfação das necessidades humanas, possibilitada pelo desenvolvimento tecnológico: mediante a elevação da produtividade do trabalho humano onde, a tecnologia proporcionaria ampla abundância de bens, cuja distribuição poderia deixar de ser antagônica, realizando-se a igualdade numa situação de bem estar geral.

O nacionalismo surgiu na Europa pré-moderna e pós-medieval, a partir da superação da produção e consumo feudais pelo mercado capitalista, com a submissão dos feudos aos estados modernos.

Surgiu como uma ideologia popular revolucionária, pois foi contrário ao domínio imperialista político-cultural do cristianismo católico que se apoiava nos nobres feudais e ajudava a sustentar a superada, limitada e limitante economia feudal, mas também como uma ideologia burguesa.
Esta ideologia burguesa, valendo-se dos ideais nacionalistas exacerbados por uma mídia comprometida com o Estado e a serviço do capital, promoveu no início do século XX uma corrida armamentista entre as nações, simbolizada para efeito deste trabalho pela corrida naval entre Inglaterra e Alemanha, intensificada a partir de 1906 pelo surgimento do HMS Dreadnought, revolucionário navio de guerra da Marinha Real Britânica, aproximando os ares da guerra do continente europeu.

Neste cenário, os líderes das nações européias enfrentavam uma onda de fervor nacionalista onde as rixas entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia se acentuavam principalmente pelo movimento separatista dos Bálcãs, conhecido como Pan-eslavismo, que também influenciou a política externa russa.

Com o assassinato do arquiduque da Áustria - Hungria e presumível herdeiro do trono imperial, Francisco Ferdinando, que morreu com sua esposa quando visitava Sarajevo em 1914, o Império Austro-Húngaro mandou um ultimato à Sérvia contendo várias requisições, entre elas a que agentes austríacos fariam parte das investigações e que a Sérvia seria culpada pelo atentado.

O governo Sérvio aceitou todos os termos do ultimato, com exceção da participação de agentes austríacos, o que na opinião Sérvia constituía uma violação de sua soberania.

Por causa deste termo rejeitado na resposta da Sérvia, o Império Austro-Húngaro cortou todas as relações diplomáticas com o país e declarou guerra ao mesmo, no dia 28 de julho de 1914, começando um bombardeio a Belgrado (capital da Sérvia) já no dia seguinte.

Com este ataque, a Rússia, que sempre tinha sido uma aliada da Sérvia, deu ordem de locomoção a suas tropas.

Os alemães, que tinham garantido o apoio ao Império Austro-Húngaro em caso de guerra, mandaram um ultimato ao governo russo exigindo a imediata interrupção do movimento das tropas que, após haver sido completamente ignorado por parte dos russos, provocou por parte da Alemanha a declaração de guerra.

Em 2 de Agosto a Alemanha ocupou Luxemburgo como passo inicial da invasão à Bélgica e do Plano Schlieffen (que previa a invasão da França e da Rússia, aliados à época).

A Alemanha tinha enviado outro ultimato à Bélgica, requisitando a livre passagem do exército alemão rumo à França e como tal pedido foi recusado, foi declarada guerra à Bélgica.

No dia 3 de Agosto a Alemanha declarou guerra à França e já no dia seguinte invadiu a Bélgica.

Tal ato, violando a soberania belga que a Grã-Bretanha, França e a própria Alemanha estavam comprometidas a garantir, fez com que o Império Britânico saísse da sua posição neutra e declarasse guerra à Alemanha.

Tinha início a Primeira Grande Guerra.

Algumas das primeiras hostilidades de guerra ocorreram no continente africano e no Oceano Pacífico, nas colônias e territórios das nações européias, envolvendo o Togo, a África do Sul, a Nova Zelândia, Samoa, Austrália, Nova Guiné, Japão e China.

Esta guerra, que ficou conhecida como a “guerra das trincheiras” propiciou um fantástico desenvolvimento da tecnologia militar, tornando este segmento muito atrativo para a indústria que via na possibilidade de oferecer produtos mais caros (navios, aviões, canhões, etc.) aos seus governos e aos seus aliados o surgimento de um espaço para aplicação do capital que acabaria por comprometer todo o desenvolvimento do século XX.

Esta guerra pôs fim ao “romantismo” acentuando todos os horrores que um confronto desta magnitude poderia provocar.

Existem relatos de que, no primeiro natal da guerra, os soldados de ambos os lados em confronto interromperam as hostilidades, saindo das trincheiras e chegando a cumprimentarem uns aos outros durante a trégua, mesmo sem autorização de seus comandantes.

Com a utilização das armas químicas (1915) e com a eficiência das máquinas de matar, este resquício de civilidade foi perdido, mudando para sempre a história da humanidade.

Com a revolução bolchevique chefiada por Lênin em 1917, a Rússia assinou a paz na frente leste da guerra, dando fôlego à Alemanha que passa a enfrentar as tropas norte americanas que chegam a substituição às russas e em apoio à Inglaterra e à França.

Com a entrada dos Estados Unidos no confronto, o cenário muda, principalmente pela utilização dos carros de combate e da aviação militar, além de uma nova visão estratégica da guerra e com a utilização de táticas mais adequadas no campo de batalha.

Derrotada, a Tríplice Aliança assina o armistício aos 11 de Novembro de 1918 pondo fim a uma guerra que vitimou mais de 19 milhões de pessoas e mudou para sempre o cenário mundial.

O fracasso da Rússia na guerra acabou contribuindo para a queda do sistema czariano, servindo de catalisador para a Revolução Russa.

Com as assinaturas do Tratado de Versalhes e do Tratado de Saint-Germain-en-Laye em 1919, a guerra estava oficialmente terminada, tratando estes documentos da partilha dos espólios da guerra e das indenizações.

Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um número de nações fronteiriças, de todas as colônias sobre os oceanos e sobre o continente africano, uma restrição ao tamanho do exército e uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra.

Estes tratados dissolviam a Monarquia Austro-Húngara e a nova República da Áustria, que incluía a maior parte dos territórios de língua alemã e reconhecia a independência da Hungria, da Tchecoslováquia, da Polônia e do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos.

Para a formalização destes tratados, as potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial se reuniram e idealizaram a “Liga das Nações” cuja carta assinada por 44 Estados, era baseada na proposta de paz feita pelo presidente estadunidense Woodrow Wilson em janeiro de 1918 e que propunha as bases para a paz e a reorganização das relações internacionais.

Novamente a idéia de formar novos grupos (bandos) era a solução encontrada.

Curiosamente, com a recusa do Congresso estadunidense em ratificar o Tratado de Versalhes, os Estados Unidos não se tornaram membro do novo organismo, composto de cinco membros permanentes e seis rotativos com mandatos de três anos e possibilidade de reeleição.

Cumprindo um rito natural, as nações vitoriosas da guerra ofereceram algumas regalias aos povos derrotados enquanto consolidavam a posse dos novos territórios.

A Alemanha, a Itália e a Áustria começaram a ser reconstruídas, experimentando uma idéia de democracia importada principalmente da França e dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que ressentidos pelas feridas da guerra, viram-se despojados de sua autonomia, dos recursos vindos das colônias, da sua cultura e precisando honrar a gigantesca dívida provocada pelo conflito (à época estipulada em 33 milhões de dólares).

Paradoxalmente, a liberdade oferecida ao mesmo tempo em que se cobravam os impostos indenizatórios da guerra, acabou por reproduzir na Europa o mesmo efeito que teve a libertação dos escravos no continente americano: a proliferação da pobreza e um sentimento de revolta da classe média, que recuperando um sentimento nacionalista expressava aos quatro ventos “Derrotados sim, Vencidos Não”.

Este nacionalismo ganhou gradativamente um aspecto radical que, na Itália, deu origem ao fascismo e mais tarde na Alemanha, ao nazismo.

O fascismo era uma corrente prática da política que se opunha ao liberalismo, ao socialismo e à democracia, tendo características de extrema direita.

O conceito de esquerda e direita remonta à Revolução Francesa, onde os membros representantes do povo se sentavam à esquerda do Rei enquanto os do clero e da nobreza, agora substituídos pela burguesia, se sentavam à direita.

O fascismo pautava-se pelo “culto à personalidade”, usando técnicas de propaganda e censura, fazendo uma severa arregimentação econômica, social e cultural, sustentando-se no nacionalismo e na xenofobia, privilegiando os nascidos no próprio país e apresentando uma apatia ou indiferença com os imigrantes.

Originário de um movimento paramilitar criado por Benito Mussolini para combater as agitações e greves organizadas pelos movimentos de esquerda o fascismo assumia que: “a natureza do Estado é superior à soma dos indivíduos que o compõem e que eles existem para o Estado, em vez de o Estado existir para servi-los. Todos os assuntos dos indivíduos são assuntos do Estado.”

O fascismo tinha como principais características o totalitarismo, a liderança carismática, o corporativismo, o nacionalismo, o militarismo, o expansionismo e o companheirismo entre os fascistas.

Com a França preocupada em reconstruir o que fora destruído de seu território durante o período de guerra e empenhada na consolidação de suas colônias e protetorados, principalmente no Norte da África (Marrocos, Argélia e Tunísia);

Com a Inglaterra igualmente empenhada na reconstrução de sua armada, com a reconstrução de suas cidades bombardeadas e, da mesma forma que a França, preocupada em consolidar suas posições nas colônias e protetorados, principalmente Egito (liberto em 1922, mas tutelado de perto) e da Índia;

Com a Rússia isolada e empenhada em consolidar a revolução bolchevique, sufocando os focos internos de resistência, com a briga pelo poder travada por Stalin e Trotsky após a morte de Lênin (1924) e com a tarefa de reconstruir o país que fora devastado pela guerra civil;

Os Estados Unidos da América, gozando das prerrogativas de vencedor, sem os custos de reconstrução já que a guerra não se travou no seu território, tratou de promover um movimento expansionista para a Ásia (China, Burma, Tailândia, Camboja, Vietnam, Filipinas), para a Oceania, além da Malásia, da Indonésia, da Papua, da Nova Guiné, das Ilhas Salomão, das Ilhas Marshall e de outro número significativo de ilhas, a partir do seu 50º Estado, o Havaí (invadido militarmente, conquistado e anexado aos EUA no ano de 1900).

Apoiado por um crescente poderio militar os Estados Unidos impulsionaram o comércio para estas novas fronteiras, alterando a cultura local, quase feudal, impondo o pensamento burguês e fazendo crescer o processo de industrialização na América do Norte.

Os próprios aliados de guerra (França e Inglaterra) passaram a ser clientes dos produtos e serviços americanos.

Este processo acelerado de industrialização americano, carente de recursos financeiros que alavancassem e sustentassem este crescimento, acabou por fomentar o sistema financeiro, especulativo e da Bolsa de Valores, deslocando para Wall Street (rua que corre na ilha de Manhattan, considerada o coração do Distrito de Nova York e onde fica a maior Bolsa de Valores do mundo) recursos advindos de todas as partes do planeta.

A insistência dos empresários norte-americanos em manter o forte ritmo de produção alcançado durante a Primeira Guerra, com o grande desemprego entre os operários (vítimas da tecnologia) e da ruína de numerosos agricultores devido à saturação do mercado e à queda nas exportações provocada pelo endividamento dos países consumidores, criou as condições para a famosa crise da Bolsa.

No dia 24 de Outubro de 1929 as ações da Bolsa de Valores de Nova York começaram a cair lentamente. Uma tendência constante provocada pela decisão dos especuladores de vender suas ações a fim de recuperar o dinheiro investido com grande lucro.

O crescimento das vendas diminuiu o valor das ações.

Sem conseguir conter a queda da Bolsa, os acionistas entraram em pânico e começaram a vender para perder o mínimo possível.

Em alguns meses, as principais ações da Bolsa perderam até 90% de seu valor.

O crack da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma profunda crise econômica, onde as pessoas já não conseguiam pagar suas dívidas, causando a quebra de milhares de bancos, o fechamento do comércio, diminuindo a produção industrial e aumentando ainda mais o desemprego, fazendo com que este período posterior à crise da Bolsa ficasse conhecido como a “grande depressão” que, dada a hegemonia comercial americana, exportou a crise para o resto do mundo.

Por toda a parte instalou-se o pânico.

Fortunas desapareceram de um dia para o outro.

Os governos que eram mantidos por um poder econômico pautados no comércio mundial ou aqueles que eram sustentados por uma oligarquia burguesa, especulativa do sistema financeiro, viram-se enfraquecidos da noite para o dia.
Com a súbita queda do nível de atividade comercial entre as nações e com a desconfiança generalizada provocada pela crise da Bolsa, a maioria dos países adotou uma política conservadora, reforçando os controles internos sobre a atividade econômica, exacerbando o nacionalismo e o patriotismo do povo para justificar a “linha dura” adotada como forma de conter e sufocar eventuais levantes.

Nos Estados Unidos da América adotou-se o plano Roosevelt que previa a contratação do maior número possível de pessoas desempregadas alocando-os na construção de uma invejável malha viária e de outras obras de infra-estrutura, enquanto oferecia uma capacitação profissional com ênfase no empreendedorismo, seguindo os conceitos de macroeconomia estabelecidos por John Maynard Kyenes (o Estado, percebendo a incapacidade do mercado em suprir as demandas, atua como regulador promovendo o emprego, a estabilidade de preços, a distribuição de renda e o crescimento econômico) ao mesmo tempo em que se adotava uma forte ação repressora dos movimentos sindicais, tornando famosa a ação do FBI (Federal Bureau of Investigation) e de seu dirigente maior, John Edgard Hoover na caça aos suspeitos de subversão, que forçou boa parte dos sindicatos a associarem-se à Máfia como forma de resistência ao poder repressor da burguesia e do Estado.
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John Maynard Keynes (Cambridge, 5 de junho de 1883Tilton, East Sussex, 21 de abril de 1946), foi um economista britânico cujos ideais serviram de influência para a macroeconomia moderna, tanto na teoria quanto na prática. Ele defendeu uma política econômica de Estado intervencionista, através da qual os governos usariam medidas fiscais e monetárias para mitigar os efeitos adversos dos ciclos econômicos - recessão, depressão e booms.
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Esta forma de ação adotada pelo governo americano que chegou a proibir em dado momento a fabricação, distribuição e comercialização de bebidas alcoólicas (a famosa Lei Seca) foi imortalizada pelo cinema que enaltecia a luta do FBI para combater o crime organizado, trazendo de forma marcante para o contexto social, a utilização da mídia (em todas as suas formas de expressão) como meio de manipulação e controle da opinião pública, atitude esta que acabaria sendo copiada por outros países e regimes, em todas as partes do mundo.

As ditaduras nacionalistas da época utilizaram-se das teorias de Kyenes, mesclando-as com a teoria de apropriação dos excedentes econômicos de Karl Marx para redistribuí-los à sociedade, que poderíamos considerar como políticas econômicas de orientação socialista, embora a quase totalidade delas se mostrasse contrária em admiti-lo.

Na Itália, sob o comando do “Il Dulce (como era chamado Mussolini) o fascismo acentuou-se como uma ditadura feroz que, sustentada por uma gigantesca campanha midiática, no culto à personalidade e em um populismo sem igual, tornou possível ao governo controlar a inflação, estabilizar preços e justificar em nome do progresso o enorme sacrifício exigido do povo para sustentar a máquina militar que estava sendo construída.
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Benito Amilcare Andrea Mussolini (Predappio, 29 de julho de 1883 - Mezzegra, 28 de abril de 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista e é creditado como sendo uma das figuras-chave na criação do Fascismo. Tornou-se o Primeiro-Ministro da Itália em 1922 e começou a usar o título Il Duce desde 1925, tendo controle supremo sobre as forças armadas da Itália.
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Dentre os inúmeros presos políticos desta época citamos Antonio Gramsci (1891 a 1937), jornalista, crítico literário e político (um dos fundadores do Partido Comunista Italiano) que durante seu período de prisão (1926/1934) escreveu sua obra “Cadernos de Cárcere” dividido em 32 cadernos e 2.848 páginas trazendo suas reflexões e anotações pessoais que, mesmo não se destinando a isto, seriam posteriormente publicadas servindo de referencia para o entendimento das esquerdas do mundo.

Gramsci tornou-se famoso principalmente pela elaboração do conceito de hegemonia e bloco hegemônico onde o poder das classes dominantes sobre o proletariado e todas as classes dominadas dentro do modo de produção capitalista, não reside simplesmente no controle dos aparatos repressivos do Estado. Este poder é garantido fundamentalmente pela hegemonia cultural que as classes dominantes logram exercer sobre as dominadas, através do controle do sistema educacional, das instituições religiosas e dos meios de comunicação.

Usando este controle, as classes dominantes “educam” os dominados para que estes vivam em submissão às primeiras como algo natural e conveniente. Assim, por exemplo, em nome da “nação” ou da “pátria”, as classes dominantes criam no povo o sentimento de identificação com elas, formando um “bloco hegemônico” que amalgama a todas as classes sociais em torno de um projeto burguês.

Ainda segundo Gramsci, a supremacia de um grupo social se manifesta pelo domínio e pela direção intelectual e moral, sendo a hegemonia o exercício das funções de direção intelectual e moral unida àquela do poder político.
Na Alemanha, à medida que os conflitos sociais foram se intensificando, surgiram no cenário político-alemão partidos ultranacionalistas, radicalmente contrários ao socialismo. Curiosamente, um desses partidos chamava-se Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) e era liderado por um ex-cabo de nome Adolf Hitler. As eleições presidenciais de 1925 foram vencidas pelo velho Von Hindenburg que, com a ajuda do capital estrangeiro, especialmente norte-americano, conseguiu com que a economia do país voltasse a crescer lentamente. Esse crescimento, porém, perdurou somente até 1929.

Foi quando a crise econômica atingiu com tal força a Alemanha, que, em 1932, já contabilizava no país mais de 6 milhões de desempregados. Nesse contexto de crise, os milhões de desempregados, bem como muitos integrantes dos grupos dominantes, passaram a acreditar nas promessas de Hitler de transformar a Alemanha num país rico e poderoso. Assim, nas eleições parlamentares de 1932, o Partido Nazista conseguiu obter 38% dos votos (230 deputados), mais do que qualquer outro partido.

Valendo-se disso, os nazistas passaram a pressionar o presidente e este concedeu a Hitler o cargo de chanceler (chefe do governo). No poder, Hitler conseguiu rapidamente que o Parlamento aprovasse uma lei que lhe permitia governar sem dar satisfação de seus atos a ninguém. Em seguida, com base nessa lei, ordenou a dissolução de todos os partidos, com exceção do Partido Nazista. Em agosto de 1934, com a morte de Hindenburg, Hitler passou a ser o presidente da Alemanha, com o título de Führer (guia, condutor).

Fortalecido, o Führer lançou mão de uma propaganda sedutora e de violência policial para implantar a mais cruel ditadura que a humanidade já conhecera. A propaganda era dirigida por Joseph Goebbles, doutor em Humanidades e responsável pelo Ministério da Educação do Povo e da Propaganda. Esse órgão era encarregado de manter um rígido controle sobre os meios de comunicação, escolas e universidades e de produzir discursos, hinos, símbolos, saudações e palavras de ordem nazista. Já a violência policial esteve sob o comando de Heinrich Himmler, um racista extremado que se utilizava da SS (tropas de elite), das SA (tropas de choque) e da Gestapo (polícia secreta de Estado) para prender, torturar e eliminar os inimigos do nazismo.

No plano econômico, o governo hitlerista estimulou o crescimento da agricultura, da indústria de base e, sobretudo, da indústria bélica. Com isso, o desemprego diminuiu, o regime ganhou novos adeptos e a Alemanha voltou a se equipar novamente, ignorando os termos do Tratado de Versalhes.

Na Rússia, as perseguições políticas se agravaram quando Stálin (vitorioso na disputa com Trotsky) implantou um regime de terror e intrigas, exterminando dois terços dos quadros do Partido Comunista e sufocando as vozes de oposição.

Durante este período a Rússia saltou de um país arruinado pela guerra civil para um país poderoso, mas ao custo de pelo menos 7 milhões de mortes devidas à grande fome de 1923 – 1933, somando-se ao regime stalinista um total e absoluto terror ditatorial, com a expansão dos antigos Gulags (campos de concentração construídos na Sibéria para punir dissidentes) e uma perseguição política sem precedentes, culminando com o fim da liberdade de expressão e uma repressão ferrenha contra homossexuais, jornalistas e cientistas da academia, o que ficou conhecido como o Grande Expurgo (1934/1939).

No Japão, que desde a restauração do poder imperial em 1868 vinha buscando uma equiparação econômica e condições de igualdade às potencias ocidentais, via-se crescer o antagonismo à política americana para a região, que se recusava a aceitar a extinção dos privilégios judiciais e econômicos anteriormente concedidos aos estrangeiros.

O aumento da animosidade com a China, praticamente colocou o poder nas mãos dos militares quando, em 1937 o Japão atacou as unidades chinesas na Ponte Marco Polo, perto de Pequim, ocupando a seguir as províncias de Nanquim, Hangchow e Cantão.

Sentindo-se desrespeitado pela maioria dos países ocidentais, o Japão acabou por formalizar um acordo com a Alemanha (Pacto Anti-Komintern ou pacto contra a ameaça da Internacional Comunista) que previa medidas para se protegerem em caso de agressão.

Em 1937 a Itália aderiu ao pacto, formando um grupo (bloco) que mais tarde seria conhecido como Eixo. Em 1939 aderiram ao pacto a Espanha, a Hungria e Manchukuo.

A Espanha, que não passou incólume à crise da Bolsa, viu instalar-se em suas terras um violento conflito bélico, a Guerra Civil Espanhola (1936/1939) iniciada após um malogrado golpe de estado de certo setor do exército contra o Governo Legal, findo o qual se instalou uma ditadura encabeçada pelo General Francisco Franco.

Acredita-se que durante este conflito mais de 1 milhão de pessoas (entre militares e civis) tenham morrido.

A Revolução Espanhola (de esquerda) foi destruída militarmente pelos franquistas que tinham o apoio da Alemanha, enquanto os grupos esquerdistas contavam com um pequeno apoio da Rússia.

Esta guerra foi considerada por muitos como uma preliminar da Segunda Guerra Mundial, dada a participação das potencias estrangeiras no conflito.

Em Portugal, após a queda da monarquia em 1910 foi proclamada a República que durou até 1926, quando foi substituída por uma série de disputas pelo controle do país e finalmente pela ditadura com o nome de Estado Novo, no ano de 1933, comandada por Antonio de Oliveira Salazar.

Ao Estado Novo poder-se-ia atribuir a influencia do integralismo lusitano (agrupamento sócio político tradicionalista português e monárquico), da doutrina social da igreja católica e de alguns aspectos da doutrina e prática do fascismo italiano, de onde copiou o modelo do Partido Único e, até certo ponto, do corporativismo de Estado.

No Brasil, como resposta à Revolução de 1930 que acabou com a autonomia que os estados gozavam durante a vigência da constituição de 1891, que impediu a posse de Júlio Prestes na Presidência da República e derrubou o presidente Washington Luis e que levou Getúlio Vargas ao comando do Governo Provisório, os paulistas se rebelaram e iniciaram a Revolução Constitucionalista de 1932.

Derrotados os paulistas, Getúlio Vargas acabou por ceder e permitir uma nova constituição (1934) restabelecendo alguns dos direitos pleiteados, o que de fato pouco valeu, já que em 1937 ele promoveu um golpe de estado e instaurou uma ditadura, alegando fazê-lo para conter o avanço das idéias comunistas.

O Estado Novo (como foi chamado este período da história do Brasil, com inspiração na ditadura portuguesa) promovia grandes manifestações patrióticas, cívicas e nacionalistas e eram incentivadas pelo Departamento de Imprensa e Propaganda, com apelos patrióticos na imprensa e nos livros didáticos.

O líder comunista Luis Carlos Prestes permaneceu preso durante todo o Estado Novo, sendo sua esposa Olga Benário Prestes, de origem judaica, enviada à Alemanha nazista onde acabou morrendo nas câmaras de gás.

Neste período também foi preso o jornalista e escritor Monteiro Lobato que se atreveu a enviar uma carta a Getúlio Vargas criticando a sua política em relação ao petróleo brasileiro. Monteiro Lobato queria que o governo explorasse esse recurso natural para o desenvolvimento do País, ao invés de simplesmente entregá-lo às potencias estrangeiras (principalmente americanas e inglesas).
Na China, ultima potencia citada para efeito deste estudo vivia-se na época de 1930 um período de muita instabilidade, com guerras civis que dividiam o país, potencializadas por interesses estrangeiros que se valiam da gigantesca corrupção reinante entre os governantes para conseguir vultosos lucros nas relações comerciais que mantinham com ela.

A frase “Os negócios da China” representa bem a pouca consideração que a burguesia mundial tinha com a China, vítima constante dos ideais expansionistas do Japão, dos Estados Unidos, da Alemanha, da França, da Inglaterra, da Rússia, da Itália e de tantos outros com quem mantinham relações comerciais.

Durante a invasão das tropas japonesas ao território chinês, Chiang Kai Shek (líder do governo nacionalista chinês) e Mao Tse Tung (líder dos comunistas) que estavam em conflito, decidiram estabelecer uma trégua, unindo forças para combater os japoneses.

Chiang Kai Shek, recebendo apoio militar (armas, munições e treinamento) dos Estados Unidos, optou por não confrontar os japoneses, preferindo conservar suas forças para enfrentar posteriormente Mao Tse Tung.

Esta estratégia, com o tempo, mostrou-se equivocada, pois o povo, diante das atrocidades cometidas pelo exército japonês contra os civis, começou a desenvolver uma simpatia maior por Mao Tse Tung que os combatia ferozmente. Esta simpatia acabou fazendo a diferença para a vitória comunista no confronto entre Mao Tse Tung e Chiang Kai Shek.

Na Europa, o plano de expansão do governo alemão, com o apoio de boa parte da população austríaca, influenciada por uma liderança católica pró Hitler, conseguia anexar a Áustria à Alemanha, descumprindo o Tratado de Saint Germain en Laye, que proibia esta união.

No dia 1 de Setembro de 1939, a Alemanha ataca a Polônia (data que historicamente se atribuiu ao início da Segunda Guerra Mundial) em uma clara demonstração do seu desejo de reconquistar os territórios perdidos na Primeira Grande Guerra.

A Rússia (agora União Soviética) valendo-se de um acordo com os nazistas ocupa a parte oriental da polônia.

A França e a Grã-Bretanha respondem à ocupação declarando guerra à Alemanha, mas, apesar dos compromissos assumidos com a Polônia, nada fizeram para ir ao socorro do país, limitando-se a formar uma linha de defesa para enfrentar um eventual ataque alemão a oeste.

Curiosamente, poucos anos antes, a Inglaterra havia formalizado um acordo secreto com Hitler permitindo-lhe aumentar sua frota naval e construir submarinos, em número significativo, igual ou maior que os franceses, o que criou um sério embaraço quando a França, sentindo-se traída pelos interesses comerciais ingleses cobrou-lhes o cumprimento dos acordos firmados.

Em 10 de Maio de 1940, após um período de ausência de hostilidades, o exército alemão lançou uma ofensiva contra os Países Baixos (Holanda), dando início à Batalha da França.
Aproveitando-se da situação, a Itália fascista de Benito Mussolini, almejando reconquistar os territórios do Norte da África, declarou guerra à França e aos britânicos.

Em 22 de junho de 1941, os exércitos do Eixo lançaram-se à conquista do território soviético, cumprindo o programa do partido nazista desde seu surgimento que pregava a luta contra o comunismo.

A Frente Russa foi uma das mais sangrentas facetas desta guerra que, somente em Stalingrado provocou a morte de quase três milhões de pessoas.

No dia 07 de Dezembro de 1941, diante das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos em retaliação à invasão nipônica na Indochina, o Japão atacou Pearl Harbor, a maior base norte americana no Pacífico, fazendo com que os americanos declarassem guerra ao Japão e ao Eixo, dando assim características mundiais ao conflito.

A Segunda Guerra Mundial (1939/1945) envolveu a maioria das nações do mundo, incluindo todas as grandes potências, envolvendo mais de 100 milhões de militares mobilizados, num estado de guerra total, utilizando toda a capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, causando mais de 72 milhões de mortos, entre civis (46 milhões) e combatentes (26 milhões), destacando-se a perda de mais de 27 milhões de russos e o Holocausto de 12 milhões de civis nos campos de extermínio nazistas (estima-se um número superior a 6 milhões de judeus, além de ciganos, eslavos, homossexuais, pessoas com deficiência, religiosos e dissidentes políticos).
Antes mesmo de findar a guerra, as grandes potências firmaram um acordo sobre seu encerramento quando, em janeiro de 1945, Winston Churchil, Franklin D. Roosevelt e Josef Stalin reuniram-se em Ialta, Ucrânia, para decidir sobre o futuro da Europa pós-guerra.

Nesta conferência coube à União Soviética o predomínio sobre a Europa Oriental, enquanto as potências capitalistas prevaleceriam na Europa Ocidental.

Acertou-se também a criação da ONU (Organização das Nações Unidas) em substituição a Liga das Nações e a participação da URSS na guerra contra o Japão.

Definiu-se, ademais, na partilha mundial, cabendo a incorporação dos territórios alemães do leste à URSS e a sua participação da na rendição do Japão, com a divisão da Coréia em duas áreas de influência (soviética e norte americana), lançando as bases da Guerra Fria que viria a ocupar a segunda metade do século XX.

Estavam definindo a próxima área de conflito (Indochina) e a participação econômica que cada um teria, garantindo o crescimento de suas indústrias de armas e de seu poderio político militar.

Curiosamente, a pequena Ilha de Malta, incrustada no Mediterrâneo, a exemplo do que aconteceu em 1530 quando os Cavaleiros Templários ali fincaram uma bandeira de resistência contra a opressão, novamente foi decisiva para a derrota das forças do Eixo na Europa, a partir da África do Norte.

Apesar da evidente superioridade militar aliada, as tropas alemãs resistiram durante meses, até que, em Dezembro de 1944, Hitler ordenou uma contra-ofensiva na Bélgica, nas Ardenas. Os exércitos aliados, desgastados devido a problemas logísticos, sustiveram com grande dificuldade o avanço das tropas alemãs. Várias unidades aliadas foram cercadas pelo avanço alemão, privando estes soldados de receberem mantimentos e outros equipamentos, pelo que tiveram de sobreviver a um inverno rigoroso sem roupa adequada e com poucas munições. Eram frequentes as incursões de soldados alemães, disfarçados de soldados americanos, em áreas controladas pelos aliados para causar sérios transtornos, como mudança de caminhos de divisões inteiras, mudanças de placas, implantações de minas, emboscadas.

Finalmente, a ofensiva alemã acabou por fracassar, e o custo em termos militares acabou por fragilizar a posterior defesa do território alemão.

Na Itália, foi tomada a abertura ao Reno, com participação de forças francesas, americanas e a Força Expedicionária Brasileira, fato que facilitou o avanço aliado pelo sul.

Finalmente o avanço das tropas aliadas e soviéticas chegou ao território alemão.

Previamente, havia já sido estabelecido o avanço dos dois exércitos, ficando a tomada de Berlim a cargo do Exército Vermelho. Esta decisão, tomada pelas esferas militares, foi encarada com apreensão pela população, pois era conhecido o rasto de pilhagens, execuções e violações (estupro), que os soldados soviéticos deixavam atrás de si, em grande parte como retaliação pelas mortes causadas pelos soldados alemães na União Soviética.

A 30 de Abril de 1945, Adolf Hitler suicidou-se, quando as tropas soviéticas estavam a exatamente dois quarteirões de seu bunker.

No dia 7 de Maio, o seu sucessor, o almirante Dönitz, assinou a capitulação alemã.

Em meados de julho de 1945, o Imperador Hiroito verificando as elevadas perdas e a deterioração da situação japonesa, autorizou o embaixador japonês a apresentar sua rendição a Stalin.

Este, por sua vez, apresentou a proposta de rendição japonesa ao presidente americano Harry Truman que exigiu a rendição incondicional do Japão.

Diante da dúvida japonesa sobre a aceitação destes termos de rendição, temerosos quanto ao destino que seria dado ao seu Imperador caso a aceitassem, os americanos valendo-se de uma nova arma, lançaram no dia 6 de agosto de 1945 a primeira Bomba Atômica sobre Hiroshima, matando instantaneamente 75 mil pessoas.

Destaque-se que não havia quartéis, nem aeroportos militares, nem indústrias bélicas na cidade, cuja população era exclusivamente civil, composta por mulheres, crianças e idosos (os homens jovens haviam sido recrutados para as forças armadas e estavam longe da cidade).

Era essa também a condição de Nagasaki, a cidade sobre a qual três dias depois, 9 de agosto de 1945, foi lançada a segunda Bomba Atômica.

Entre os que morreram no momento da explosão e aqueles que pereceram nos dias seguintes por conta da radiação, a quantidade de vítimas se elevou e mais de 250 mil pessoas, constituindo esse episódio o maior massacre de civis de toda a história da humanidade.

Em 8 de agosto de 1945, a União Soviética, cumprindo o acordo firmado na conferencia da Ucrânia, declarou guerra ao Japão.

No dia 15 de Agosto, o Imperador Hiroito aceitou a rendição incondicional exigida pelos aliados, apelando para o exército japonês, em uma transmissão de rádio, interromper a luta.

No dia 2 de Setembro de 1945, o Japão assinava diante dos representantes das nações aliadas a sua rendição, pondo fim à guerra.

No mesmo dia 2 de Setembro, Ho Chi Min proclamava a independência vietnamita da França, dando inicio à guerra da Indochina, que terminaria com os Acordos de Genebra, nos quais uma França fragilizada pela recém derrota militar na batalha de Dien Bien Phu reconhecia a independência do Laos, do Cambodja e a partilha temporária do Vietnan em duas zonas; uma ao norte do paralelo 17, dominado pelo Exército Popular, e outra a sul pelas forças francesas.

Esta divisão criava dois estados reconhecidos pelos acordos de Genebra, e cuja reunião deveria ser ratificada por um referendo em 1956, para o qual estava prevista uma Comissão de Controle Internacional composta pelo Canadá, a Polónia e a Índia

Apesar do gigantesco progresso tecnológico alcançado durante a Segunda Guerra Mundial, com a utilização do radar, dos sistemas de comunicação por micro-ondas, os mísseis balísticos, os processadores analógicos (computadores primitivos), dos avanços na construção de navios, submarinos, aviões, da própria Bomba Atômica inaugurando a Era Nuclear e dos ganhos na área de combate às doenças (a primeira utilização de antibióticos em seres humanos foi em 1941 e consistia na penicilina descoberta por Alexander Fleming em 1928), a destruição deixada foi assombrosa.

Além das mortes, da devastação causada ao comportamento humano, da violência bárbara e do desrespeito generalizado aos mais elementares direitos humanos, cujos exemplos mais gritantes foram o Holocausto Nazista, o Estupro de Nanquim e as Bombas Atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki (todos praticados por governos de direita e de extrema direita, com apoio da burguesia local) e do genocídio contra populações dissidentes na União Soviética e na China (unificada sob o comando de Mao Tse Tung), como representantes dos governos de esquerda, a Segunda Guerra Mundial mudou os valores e conceitos até então estabelecidos sobre moralidade, sobre o certo e o errado, sobre o limite do aceitável ou permitido, introduzindo para sempre o conceito do justificável.

Com o término da guerra os países em conflito, como haviam feito no passado, trataram de promover a recuperação de seus territórios, de sua infra-estrutura e sua economia em termos gerais.

Assim, a França e a Inglaterra focaram-se na reconstrução das áreas bombardeadas, oferecendo um mínimo de condições sanitárias á sua população e tratando de assegurar a recuperação de sua infra-estrutura de transportes e de energia.

Por conta dos vultosos gastos com a guerra, estas duas nações abriram mão (ao menos parcialmente) de controlar suas colônias que, abandonadas à sua própria sorte durante o período dos conflitos, agora sonhavam com a independência.

A Itália, que experimentou estar dos dois lados na guerra (primeiramente em apoio ao Eixo e posteriormente fazendo resistência à ocupação alemã em seu território) uma vez abrindo mão das colônias e renegando o fascismo, acabou por receber apoio financeiro, logístico e material das forças aliadas, focando-se na recuperação de suas cidades, fortalecendo prioritariamente suas instituições jurídicas, políticas e institucionais.

A União Soviética, isolando-se do restante do mundo (ação que ficou conhecida como a “Cortina de Ferro”) tratou de promover a reconstrução de seus territórios, de realizar um gigantesco aparelhamento de sua máquina militar e de conseguir a estabilidade política das áreas conquistadas, sufocando com extrema violência os movimentos separatistas ou os conflitos étnicos existentes nos Bálcãs.
A China, copiando o exemplo russo, isolou-se do restante do mundo para implantar o regime comunista, focando-se em três linhas de ação geral: promover a produção de alimentos para sua enorme população; aparelhar sua máquina militar ao ponto de dissuadir qualquer nova tentativa de invasão estrangeira ao seu território e criar uma infra-estrutura energética capaz de sustentar um grande programa de industrialização que lhe permitiria alcançar a independência tecnológica.

Nos dois casos, URSS e China, os governos elaboraram um fantástico programa educacional para a população camponesa (analfabeta em sua maioria) como forma de assegurar a manutenção das conquistas tecnológicas experimentadas no período da guerra.

A Alemanha, derrotada, dividida e ocupada por dois regimes políticos diametralmente opostos, vilipendiada de suas maiores mentes, cooptadas por quase todas as nações vencedoras (principalmente Estados Unidos e Rússia) aceitou tornar-se um protetorado das Nações Unidas para a sua reconstrução.

O Japão, após a rendição, aceitou ser governado por um regime de tutela militar americana, que inovou mantendo a figura do Imperador como símbolo do governo local, evitando maiores ressentimentos por parte do povo.

Os Estados Unidos da América, novamente vitorioso e, como na Primeira Guerra Mundial, sem precisar reconstruir suas cidades, contando agora com uma invejável infra-estrutura de transportes (construída após a crise da Bolsa), com o maior parque industrial do planeta, com o maior aparato militar entre as nações (número de navios, submarinos, tanques e aviões) e ocupando presencialmente a maioria das ilhas do Pacífico, incluindo o Japão, voltou-se para consolidar suas posições, controlando a ONU e tornando-se a primeira “Super Potencia” do mundo, inclusive colocando sua moeda, o dólar, como referencia comercial (moeda de troca) aceita por todas as nações.

Ao fazê-lo, enviava papel moeda aos países que compravam os dólares, recebendo ouro em troca, o que acabou lhe valendo uma hegemonia global, onde através da flexibilização de sua política monetária, acabou por controlar (ao menos influenciar significativamente) a gestão financeira da maioria dos países, principalmente os do 3º Mundo.

A “Teoria dos Mundos” foi uma designação dada às subdivisões do mundo por grandeza econômica a partir de 1945 onde, segundo essa classificação, as nações desenvolvidas constituíam o Primeiro Mundo, as nações do Bloco Socialista constituíam o Segundo Mundo e as demais nações, mais pobres ou com baixo nível de desenvolvimento industrial e comercial (com comércio externo pautado na exportação de commodities) Terceiro Mundo.

No campo político interno, mesmo com a vitória obtida na guerra, o governo dos Estados Unidos da América enfrentava problemas com uma classe operária que fora ignorada no período dos conflitos, com uma população pobre que não concordava com os vultosos gastos militares que o Congresso estava aprovando para os próximos anos e com a possibilidade de uma nova guerra.

O antagonismo entre a burguesia e o proletariado acabou se agravando com a eleição do Senador Joseph McCarthy (1946) para o Congresso Americano, representando o partido Republicano (o partido Democrata recusara sua filiação) que já no seu primeiro dia de trabalho propôs que, para terminar uma greve de mineiros, estes fossem mobilizados para o exército e, caso continuassem a recusar trabalhar deveriam ser submetidos a corte marcial.

Durante seus dez anos no Senado (1946/1956), McCarthy e sua equipe tornaram-se célebres e infames pelas investigações agressivas e pela campanha contra todos os que eles suspeitassem ser simpatizantes com comunistas, período que ficou conhecido como Macartismo, termo que passou a ser sinônimo de atividades governamentais antidemocráticas, visando reduzir significativamente a expressão de opiniões políticas ou sociais julgadas desfavoráveis, limitando os direitos civis sob pretexto de “segurança nacional”.

O Macartismo nos EUA e o Stalinismo na URSS, embora defendendo objetivos políticos diametralmente opostos, valiam-se das mesmas ferramentas para promover o controle sobre o povo, propiciando o fortalecimento dos órgãos de repressão, e de espionagem, a CIA (Central de Inteligência Americana) nos Estados Unidos e a KGB, acrônimo de Komitet Gosudarstvenno Bezopasnosti (Comitê de Segurança do Estado) na União Soviética que, nos dois casos, treinavam agentes para atos de sabotagem, assassinatos, chantagens e coletas de informações, em qualquer parte do mundo que interessasse a seus governos.

Embora a CIA estivesse subordinada a um governo democrático (na URSS a KGB subordinava-se a uma ditadura), ela contava com o irrestrito apoio da direção maior do FBI, o que na prática a liberava para praticar secretamente tudo o que desejasse sem prestar contas ao Congresso.

Neste clima de total subversão de valores, a União Soviética explodiu no ano de 1949 sua própria Bomba Atômica, tornando-se também uma Super Potência no cenário global, causando perplexidade à opinião pública americana que, controlada pela mídia passou a cobrar explicações do seu governo.

A CIA, questionando como os soviéticos haviam tido acesso aos segredos nucleares, precisando dar uma resposta à opinião pública americana, após a prisão em 1950 do cientista britânico Klaus Fuchs, que havia trabalhado no projeto nuclear americano e que confessou ter passado dados importantes sobre a produção da bomba a agentes russos, promoveu uma série de prisões até chegar ao casal Julius e Ethel Rosenberg que, mesmo sem provas contundentes, acabou sendo condenado à morte e executados na cadeira elétrica da prisão de Sing Sing no ano de 1953, apesar dos protestos e pedidos de clemência vindos de todas as partes do mundo.

A “Guerra Fria” ganhava características globais, entre duas Super Potências, que, hipocritamente, acordaram em realizar as suas contendas em terras distantes de suas fronteiras, preservando cada um a sua capacidade bélica, industrial e econômica.

Nesta tônica, A lutaria contra B nas terras de C.
Assim, ganhando quem ganhasse o derrotado seria sempre o C, possibilitando aos dois competidores a possibilidade de reposicionar-se no tabuleiro mundial sem maiores danos a suas economias.

A primeira zona de confronto direto entre as duas Super Potências se deu em 1950 na Coréia, dividida desde 1945 em República da Coréia (ao sul sob influência e controle dos Estados Unidos) e em República Popular Democrática da Coréia, ao norte com apoio da URSS.

Depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coréia do Norte atacou de surpresa (?) e tomou a capital da Coréia do Sul (Seul) em julho de 1950, provocando uma imediata condenação por parte das Nações Unidas que enviou tropas comandadas pelo general americano Douglas MacArthur para ajudar a Coréia do Sul a repelir os invasores.

Durante quase três anos, o povo coreano, uma das mais notáveis culturas da Ásia, foi envolvido em uma brutal guerra fratricida, violentíssima de ambos os lados, onde morreram mais de três milhões e meio de pessoas.

Somente em 1953, com o auxílio da China, as forças das Nações Unidas, que após retomarem Seul acabaram por rechaçar as tropas norte-coreanas, avançando e ultrapassando a linha anteriormente acordada para a divisão das Coréias (paralelo 38) foram expulsas, restabelecendo-se as fronteiras e promovendo um armistício (o tratado de paz não chegou a ser assinado) interrompendo o conflito.

Com sua indústria armamentista em pleno desenvolvimento, os Estados Unidos da América voltou-se para o Atlântico, consolidando suas posições nas América Central, do Sul e no Caribe.

Em 1952, apoiando Fulgêncio Batista em Cuba, transformou a ilha em um “Grande Bordel” para a classe média americana que, aproveitando-se do clima tropical e da beleza natural de suas praias, ali construiu cassinos, hotéis de luxo e uma invejável infra-estrutura voltada para os visitantes.

Reagindo a esta situação, um grupo de guerrilheiros comandados por Fidel Castro começou a lutar contra o governo cubano em 1956, conquistando rapidamente o apoio popular e conseguindo no dia 1º de Janeiro de 1959, derrubar o governo de Batista.

Após a tomada do poder, a revolução tomou rumos socialistas criando conflito com os interesses americanos que, em 1961 treinou e financiou uma força militar composta por exilados cubanos para tentar retomar o poder através da invasão da Baia dos Porcos.

Sob o comando do presidente americano John F. Kennedy, Cuba foi expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA) e sofreu um forte bloqueio econômico, forçando sua aproximação à URSS que tentou inclusive instalar mísseis nucleares na ilha, o que quase levou a um confronto direto entre as duas Super Potências (crise dos mísseis em 1961).

Em 1957, promoveu uma intervenção militar no Haiti, na Ilha de São Domingos, levando ao poder o médico François Duvalier, que ficou conhecido como Papa Doc, que instalou uma feroz ditadura baseada no terror policial de sua guarda pessoal, exterminando a oposição.

A intervenção americana na Ilha de São Domingos, embora com aprovação da OEA, enfrentou repúdio das populações civis dos países latino americanos, que se recusaram a permitir o envio de tropas à ilha, forçando os Estados Unidos a assumirem sozinhos os ônus desta intervenção.

Em 1959, com a deterioração das relações entre o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul, o primeiro possuindo uma orientação comunista pró União Soviética e o segundo uma ditadura militar aliada dos Estados Unidos, os vietcongues (guerrilheiros comunistas) atacaram uma base norte americana no sul, dando origem a uma nova guerra.

Entre 1959 e 1964, o conflito restringiu-se apenas aos Vietnã do Norte e do Sul, embora os Estados Unidos e a União Soviética prestassem apoio indireto.

No ano de 1961, com a chegada do presidente John Fitzgerald Kennedy do partido Democrata ao poder, os Estados Unidos da América começaram a experimentar uma mudança comportamental nas relações internacionais.

A população da Terra alcançava o expressivo número de 3 bilhões de habitantes.

Professor Orosco



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