segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O DÉCIMO BILHÃO - Parte 07 de 10

O SÉTIMO BILHÃO

Como consequência da crise asiática, ou ao menos fortemente influenciado por ela, começava a crescer em todo o planeta um movimento anti-globalização e pela revisão do neoliberalismo, iniciando-se em todo o planeta um movimento de recuo e de estatização de setores estratégicos de infraestrutura, o que sempre ocorreu na China, fator que foi decisivo para seu crescimento.

No ano de 2000, foi eleito George Walker Bush, filho de George H.W.Bush, presidente dos Estados Unidos da América, pelo partido Republicano, em uma eleição questionável contra  Al Gore do partido Democrata que, embora recebendo mais votos populares, perdeu nos votos eleitorais, provocando com sua eleição uma mudança radical na política externa americana.

Com fortes ligações com a indústria do petróleo, promoveu uma política de reformas na economia e nas áreas de saúde, educação e segurança social, adotando desde o início de seu mandato uma política conservadora e xenofobista, o que subverteu os acordos do NAFTA e comprometeu os acordos com os demais blocos econômicos.

A eleição de Bush marcava uma radical mudança na política externa americana, com a consequente mudança nas relações globais, pondo fim ao processo neoliberal colocado em marcha nos anos 90, década que ficou marcada pelas privatizações e redução do papel do estado em todo o mundo, pela consolidação dos direitos humanos e das minorias, pela luta contra a segregação racial e pela liberdade.

No ano de 2001, os Países Baixos se tornavam o primeiro país da era moderna a reconhecer o Casamento (união estável) entre pessoas do mesmo sexo.

Depois de oito meses de Bush iniciar o seu primeiro mandato como presidente, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 ocorreram, obtendo como resposta americana uma guerra global contra o terrorismo e provocando a invasão e ocupação do Afeganistão no mesmo ano, derrubando (parcialmente) a ditadura Talibã.

Começava a caça a Osama Bin Laden, antigo aliado e agora o terrorista mais procurado do mundo, que assumiu publicamente o planejamento e a coordenação dos ataques suicidas por parte de membros da Al Qaeda.

Com os ataques às Torres Gêmeas, realizados simultaneamente ao ataque no Pentágono (um dos edifícios mais famosos do mundo que abriga o staff das forças armadas americanas) por grupos terroristas, a ideia da supremacia militar como forma de garantir a segurança interna foi posta abaixo nos Estados Unidos, estendendo-se para o restante do mundo.

O direito fundamental de ir e vir começava a ser questionado globalmente e a xenofobia e o preconceito ganharam proporções inimagináveis na década anterior.

Na America Latina, inicia-se uma nova onda rumo à esquerda, pregando-se abertamente o antiamericanismo, representada especificamente pelo presidente venezuelano Hugo Chaves, apoiado por Evo Morales da Bolívia, por Rafael Correa do Equador e em menor escala pelo casal Kirchner na Argentina e pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil, com franca oposição colombiana,  chilena e peruana.

Como consequência da Primeira Guerra do Golfo e com o agravamento da crise mundial provocada pela Crise Asiática, Saddan Hussein, isolado na comunidade árabe, sem o apoio americano e com uma enorme dívida de guerra para pagar, iniciava um movimento para desatrelar o petróleo do dólar, sugerindo atrelá-lo ao Euro, restabelecendo em parte o acordo de Bretton Woods e esperando com isso ganhar a simpatia de seus vizinhos, principalmente dos árabes para sua causa.

Foi o estopim que Bush precisava para, sem nenhuma comprovação oficial e diante do fracasso em capturar Bin Laden num país sabidamente muito fraco em termos militares, declarar o Iraque como berço do terrorismo e portador de armas de destruição em massa, provocando sua invasão no ano de 2003, mesmo sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU.

Apoiado pela Reino Unido, pela Itália e pela Espanha,  os Estados Unidos atacaram o Iraque no dia 20 de Março e destituíram Husseim do poder , que foi capturado, julgado, condenado e enforcado (2006), restabelecendo-se o domínio das grandes empresas petrolíferas ( as sete irmãs) na região.

No ano 2004, George W. Bush foi reeleito presidente dos Estados Unidos, afastando qualquer dúvida sobre a legalidade de sua primeira eleição, recebendo um sinal de aprovação e consentimento do povo americano para sua política conservadora.

No ano de 2007 estoura a Crise de crédito hipotecário de alto risco, colocando em perigo as economias de vários países, principalmente dos desenvolvidos.

Esta crise ocorreu por uma atitude demagógica do governo americano que, frente aos enormes gastos militares nas guerras do Iraque e do Afeganistão, escondia do povo as reais dificuldades da economia, vendendo uma falsa imagem de crescimento e permitindo o surgimento de uma bolha no mercado imobiliário onde pessoas sem condições de honrar seus compromissos (endividadas) pudessem comprar um segundo ou terceiro imóvel (crédito hipotecário).

Ao final de seu governo, muitos americanos e a maior parte do mundo se perguntava se o Bug do Milênio teria feito tanto mal ao planeta quanto a gestão de George Bush fez.


No ano de 2009, encerrando a década, atingíamos o número de 7 bilhões de habitantes no planeta, alcançando nas áreas de ciências e de tecnologia conquistas admiráveis.

Professor Orosco
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