terça-feira, 29 de julho de 2014

CROMOTERAPIA CIENTÍFICA - PARTE 03


L U Z


Radiação eletromagnética percebida pelo olho humano de comprimento de onda compreendido entre 4.000 A e 7.500 A(1), aproximadamente, e que provoca a excitação do órgão da vista de um observador normal. Radiações de menor comprimento de onda denominam-se ultravioletas, e de maior, infravermelhas.
A luz é um campo eletromagnético oscilante, que se propaga no vácuo a uma velocidade de 300.000 km/seg, aproximadamente. Esta velocidade é uma constante universal, e tem o papel de uma velocidade limite que não pode ser ultrapassada por nenhum outro sinal portador de energia. A luz interage com os meios materiais ocasionando diversos fenômenos (reflexão, refração, absorção, polarização, efeito fotoelétrico, etc.), que tem não só importância teórica, mas também extensas aplicações de natureza prática.
O campo eletromagnético oscilante caminha segundo ondas que podem ser planas, esféricas, etc., conforme a fonte que as emitiu ou o meio que atravessaram. A estas ondas associam-se o comprimento de onda, a frequência e as velocidades de fase e de grupo, grandezas características de qualquer fenômeno ondulatório.
Quando a luz é constituída de uma só frequência, ela é dita monocromática. A sua cor é uma cor espectral.
Algumas fontes especiais (os lasers) emitem normalmente luz polarizada e coerente, em que existem relações de fase invariáveis entre as diversas frentes de onda.
Sendo um fenômeno ondulatório, à luz são pertinentes os efeitos de difração e de interferência, cuja investigação é um capítulo importante da física teórica, e cujas aplicações são as mais diversas.
A difração é o fenômeno que ocorre quando um obstáculo impede parcialmente o avanço duma onda caminhante num meio, e que se manifesta pela propagação da onda para regiões além do obstáculo em direção oblíqua à da propagação original.
             
(1)   (Angstrom é uma unidade de medida que corresponde a
0, 000.000.000.1 metro)

 Ao fenômeno consequente de múltiplas difrações e interferências de uma onda luminosa que atravessa um meio em que existem microscópicas irregularidades e que se manifesta pela formação de ondas que se propagam em todas as direções, chamamos difusão de luz.
As radiações de menor comprimento de onda são mais difundidas que as de maior comprimento.
O conhecimento destes preceitos é de fundamental importância para que se possa entender o conceito de cor.


 C O R


Propriedade característica de certas radiações eletromagnéticas que evocam num observador uma sensação subjetiva que não depende de inomogenidades espaciais ou temporais da radiação. 
Num observador humano normal, é típica das radiações situadas em pequena faixa do espectro eletromagnético, aproximadamente entre 3.800 A e 7.500 A.
Quando a radiação é monocromática, a cor é pura ou espectral e caracteriza-se pelos tradicionais nomes das sete cores do arco-íris: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta.
Diz-se que tem cor branca a radiação cuja composição espectral é análoga à da luz solar, ou evoca a mesma sensação de cor. 
Quando duas cores superpostas reproduzem a cor branca, elas são complementares.
A cor de um objeto, na verdade uma sensação abstrata, nada mais é que a onda de luz difundida, ou seja, é determinada pelas ondas que ele não absorve.
A cor branca indica que o objeto não reteve nenhuma onda, difundindo todas que recebeu, ao passo que a cor negra retém todas, daí estar certo a afirmação que preto não é cor e sim ausência de cor.
A luz negra é uma radiação eletromagnética de comprimento de onda compreendido entre 3.200A e 4.000 A. Não é visível, e obtém mediante lâmpadas especiais, como as de mercúrio.
A seguir, relacionamos as cores principais do espectro, com seus respectivos comprimentos de onda.

             COR                                            COMPRIMENTO DE ONDA

            Ultravioleta, curto                      entre 0,014 e 0,18 um
            Ultravioleta, longo                     entre 0,18   e 0,36 um
             Violeta                                     entre 0,36   e 0,42 um
              Azul                                        entre 0,42   e 0,49 um
             Verde                                     entre 0,49   e 0,53 um
             Amarelo                                  entre 0,53   e 0,58 um
             Laranja                                   entre 0,58   e 0,65 um
             Vermelho                                entre 0,65   e 0,81 um
             Infravermelho                           entre 0,81   e   400um

Assim, a luz branca, também chamada de luz mãe ou divina, pode carregar todas as radiações correspondentes, não só as sete cores básicas, principais, mas também uma infinidade de cores correspondentes a comprimentos de ondas intermediárias.
No entanto, a luz solar, branca, tem incidência marcante de uma determinada onda, segundo a hora do dia, o que é de fundamental importância para o estudo da cromoterapia.
A tabela seguinte registra as radiações e comprimentos de ondas predominantes, segundo a hora do dia, e dizer, a cor predominante, distribuída ao longo do dia, independente da época do ano, muito embora percebam-se variações na sua duração, segundo sua posição no planeta e segundo sua altitude.

HORA                                            RADIAÇÃO PREDOMINANTE

De 05,00 hs até 07,00 hs                       
Azul
De 07,00 hs até 09,00 hs                          
Verde
De 09,00 hs até 10,00 hs                          
Amarelo
De 10,00 hs até 12,00 hs                          
Laranja
De 12,00 hs até 14,00 hs                          
Infravermelho
De 14,00 hs até 16,00 hs                          
Violeta
De 16,00 hs até 17,00 hs                          
Ultravioleta

O homem moderno, sem a consciência destas ondas, normalmente expõe seu organismo a uma concentração exagerada de certas radiações, em detrimento de outras. O uso de roupas coloridas, e cada vez mais coloridas, funcionando como verdadeiros filtros, provocam a exposição irregular do corpo a estas radiações.
De uma forma não natural, o homem moderno escurece o quarto de dormir, privando-se assim dos raios solares ao amanhecer. Sob certo aspecto, ele acaba acostumando-se a não acordar naturalmente com o raiar do dia, e sim com o barulho estridente de um despertador.
Desta forma acordar calmamente, em equilíbrio, está se tornando uma coisa rara, começando aí uma provável fonte de distúrbios na saúde do homem moderno.
Todas as coisas fisicamente visíveis apresentam uma superfície divisória entre as partes interiores e o ar (já invisível) que as envolve. Mesmo a superfície de uma pedra ou de um metal quebrado começa, a partir do contato com a atmosfera, a formar uma crosta constituída de óxido, que cobrirá esta área recém exposta.
O corpo humano ou dos animais em geral, não foge a esta regra. Toda a superfície do corpo animal, constantemente interage com a atmosfera, retirando dela o oxigênio, reagindo às mudanças de temperatura, etc.
Esta zona de contato com a atmosfera, em constante reação, tem algumas características bem marcantes, que estudaremos a seguir.
A primeira delas é um campo eletromagnético próprio, com massa e polaridade distintas.
Ao passar o braço próximo a um televisor colorido ligado, podemos sentir a atração nos pelos, que se distanciam do corpo.
Da mesma forma, atritar um pente nos cabelos e depois pegar com ele pequenos pedaços de papel é outra forma de demonstrar a existência desta forca eletromagnética.
Alguns exercícios práticos podem auxiliar o leitor a tomar contato com esta zona, conforme abaixo:
Com a mão esquerda aberta, aproxime o dedo médio da mão direita até cerca de 0,5 cm da mão esquerda, na altura da ponta do outro dedo médio.
A seguir desça lentamente o dedo médio esquerdo pela palma da mão direita, sem tocá-la. Você poderá sentir um leve formigamento (choque) na ponta do dedo.


Em outro exemplo, com os braços caídos, relaxados, simule estar retirando gotas d'água da        mão, chacoalhando-as rapidamente, durante alguns segundos, a seguir, aproxime as mãos, palma contra palma, sem tocar as mãos.
Aproxime-as até cerca de um centímetro de distância e depois as afaste, evitando tocar as mãos. Novamente aproxime-as e em seguida afaste-as. O leitor poderá assim perceber a presença desta forca magnética entre as palmas da mão.
A constatação e aplicação deste conhecimento é utilizada pelos adeptos e praticantes do Reiki (Rei = universal e ki = energia vital) que consiste basicamente na transmissão de energia pelas mãos.
Outra característica marcante desta zona é a diferença de temperaturas que ela apresenta, entre as várias partes do corpo.
Com o auxílio de um companheiro, o leitor poderá realizar o seguinte experimento:


Posicione-se em frente da pessoa escolhida e com as duas mãos sobre a cabeça desta pessoa, com as palmas voltadas para o corpo, a uma distância entre cinco e dez centímetros da cabeça, tente sentir o calor que emana deste corpo.
À medida que descemos as mãos, circundando a cabeça, sem tocá-la, cada mão descendo por um lado, poderemos sentir esta diferença de temperatura.
Quando as mãos se afastarem do topo da cabeça, começando a descer pelas laterais, o leitor poderá sentir algo como uma rajada de vento frio que virá bater na palma de uma das mãos, normalmente à direita, um pouco antes das mãos atingirem a altura dos ouvidos.
Se continuar descendo as mãos, sem tocar, poderá sentir em vários pontos a mesma sensação, como na base do pescoço, por exemplo.
Esta zona de contato entre o corpo e a atmosfera, também chamada de aura, que segundo o dicionário significa vento suave; aragem; brisa; pode ainda ser vista a olho nu, se tomarmos alguns cuidados para a sua visualização, a saber:
Num ambiente quase sem nenhuma iluminação, posicione um indivíduo de costas para uma parede de fundo claro, a uma distância de aproximadamente trinta centímetros e em seguida fique a uma distância entre três e cinco metros desta pessoa, tomando o cuidado de ficar no lado mais escuro. Olhe fixamente para esta pessoa, sem reter-se em suas características, mantendo sua atenção apenas nas linhas de contorno da cabeça e do corpo. Em pouco tempo você poderá visualizar uma linha clara de aproximadamente três centímetros de espessura, que circunda o corpo visualizado.
Normalmente esta linha é de cor branca-azulada, podendo ser branca esverdeada ou ainda branco-acinzentado.
Com o exercício continuado, o leitor mais afortunado poderá encontrar uma variedade de colorações, segundo a pessoa que observa, chegando a enxergar a aura inclusive em locais bem iluminados ou em plena luz do dia.
Se a pessoa observada tiver praticado algum esforço físico, como uma série de exercícios por exemplo, pode-se observar um fenômeno do aumento das dimensões desta aura, além de, em alguns casos, perceber-se centelhas de luz emanando deste corpo.
Normalmente as crianças com até 10 anos de idade tem aura maior na altura da cabeça, de coloração branco-amarelada, ao passo que os idosos têm uma aura fraca, de coloração branco-acinzentado.
A aura tem uma função física, que é captar as radiações do meio ambiente e metabolizá-las para nosso organismo.
Também conhecida como corpo bioplasmático, recebe e absorve a luz branca da atmosfera, decompondo-a nas energias de suas cores constituintes que então fluem para as diferentes partes do corpo a fim de vitalizá-las, da mesma forma que as plantas processam a luz do sol.
Felizmente para os incrédulos, nossa tecnologia moderna conseguiu formas mais eficientes para comprovar a existência deste corpo bioplasmático, das quais citamos as três principais, a saber:


-  A foto Kirlian.
-  A tela de Diacinina.
-  O termógrafo.
Todas três, muito conhecidas nos meios científicos, podem ser facilmente encontradas no dia a dia das pessoas, dada suas aplicações práticas nas áreas de engenharia, medicina legal, astronomia, etc.
Nos seres vivos, existem dois processos básicos que funcionam o tempo todo, o anabolismo e o catabolismo. 
O primeiro é a função orgânica por meio da qual os seres vivos transformam os alimentos em substância própria, assimilação; é um processo construtivo e reparador, ao passo que o segundo, o catabolismo, indica a desassimilação, promovendo a eliminação de produtos tóxicos ou supérfluos ao corpo.
A boa saúde só pode ser mantida se for mantido o equilíbrio entre os processos do anabolismo e o catabolismo, que representam conjuntamente o metabolismo.
É basicamente este o método utilizado pela cromoterapia para restaurar o equilíbrio do corpo, promovendo assim a cura de inúmeros males.
Através da aplicação de ondas eletromagnéticas de diferentes comprimentos de onda (cores) sobre o corpo bioplasmático, induzimos a reação dos vários órgãos do organismo, restabelecendo a ordem.
Para entender melhor o princípio deste trabalho, faz-se mister conhecer um pouco da anatomia humana, mesmo que superficialmente.


Professor Orosco
Postar um comentário