domingo, 27 de julho de 2014

CROMOTERAPIA CIENTÍFICA - PARTE 01

CROMOTERAPIA CIENTÍFICA

Passados pouco mais de trinta anos desde que iniciei os rascunhos deste livro, decidi finalmente fazer uma revisão no trabalho e publicá-lo.
Neste período de tempo tive a oportunidade de exercitar e praticar uma considerável quantidade de experimentos científicos, transformando-os em “cases” que só vieram a reforçar minhas crenças nos conceitos aqui transmitidos.
O próprio texto redigido no prólogo desta obra não precisou de minha parte, nenhuma alteração contextual, apesar de tantos anos.
Como na canção popular: 
 -             “ Não diga que a canção está perdida,  
Tenha fé em Deus  
Tenha fé na Vida, 
Tente outra vez ... 
-               Basta ser sincero e 
Desejar profundo 
Você será capaz  
De sacudir o mundo  
Tente outra vez ...” 
Acredito, agora mais ainda, neste início de um novo milênio, que os valores científicos, éticos e morais aprendidos, a partir de meu saudoso pai, o espanhol Roman, e aqui trabalhados são o caminho que escolhi trilhar nesta minha jornada, transformando-se no legado que deixo a meus quatro filhos, 
José Carlos
Guilherme
Monica e
Natascha 
 a quem dedico este livro

José Carlos "Orosco" Roman


  
PRÓLOGO

O Porquê do livro. 

“O Homem, como o conhecemos, situa-se numa seção transversal da quinta dimensão que divide a quarta ao meio”.

Esta afirmação que ouvi de maneira tão eloquente, pronunciada por um ancião que aprendi com o tempo a respeitar, tanto pela sua força como pela sua maneira de ser, levou-me a uma série de reflexões sobre o assunto, tentando entender o enigma que ele me colocava.
Juntamente com esta afirmação ele me informou que somente após completar meus trinta e três anos de idade terrestre é que teria condições de elucidar tal enigma (à época eu tinha 25 anos ).
Esta segunda afirmação, não deixava de ser para mim, uma nova questão. 
Querendo mais detalhes, ele me informou que naquele momento eu não teria condições de elucidar a questão, pois estava preocupando-me com ela.
Este fato impedia meu raciocínio, pois estar preocupado significava pré-ocupar-me, ou seja, ocupar-me antes da hora, ficando assim impossibilitado de ver o que era óbvio para ele, naquele momento.
Paciência e perseverança foram os conselhos que obtive para resolver as questões. 
Respeitando suas palavras, e diante delas, resolvi deixar as respostas em si de lado, ocupando-me com a estratégia que adotaria para chegar a elas.
Deste modo, as obteria como consequência de uma análise, alicerçada em meus estudos, ponderações e constatações.
Era minha maneira matemática de pensar e agir que estava se manifestando.
Continuando nossa conversa, postulei minha maneira particular de olhar a vida, resumida numa canção espanhola que ouvi certa vez.
Ela era mais ou menos assim: 
 “Caminhante não há caminho
              Faz-se o caminho ao andar
  Golpe a golpe  Verso a Verso” 
que ele completou: 
                “E ao voltar os olhos para traz
                Vêem-se os passos do caminho onde nunca mais se vai pisar
     E ainda que pise no mesmo lugar 
     Já serão outros passos de “outro caminhar”. 
Sem dúvida ele conhecia a canção. 
Como está postulado nas escrituras, não há caminho, pois todos os caminhos levam ao pai. 
Basta, portanto escolher um e seguir, como se diz na canção sacra: 
 “Não tema segue adiante e não olhes para traz.
 “Segura na mão de Deus e vai...” 
Nosso caminho mudará na razão exata dos golpes que recebermos durante nossa jornada. 
Isto nos leva a uma interpretação de uma das canções mais conhecidas pelos cristãos, onde num trecho se diz: 
                “Não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal ...” 
que preferimos entender 
                “Não nos deixeis caídos em tentação, ...” 
considerando que, da mesma forma que ocorre com uma criança, cair faz parte do aprender a caminhar, sendo importante conseguir erguer-se e continuar.
Independentemente do caminho escolhido, nossos horizontes já foram escritos, pois viemos de nossos pais e seguindo o ritual da natureza não devemos ultrapassar nossos filhos, justificando o parágrafo Verso a Verso (o som da leitura na língua original da canção é berço a berço).
Ele completou dizendo que o homem na sua vida terrestre passa por algumas etapas, que asseguram sua evolução, garantindo que sua jornada nunca será sem sentido.
Na infância, todo ser humano é protegido por uma Inteligência Delegada, que o ampara, protege e orienta, assegurando-se sua inocência.
Com o passar dos anos, ele atinge a adolescência, que significa adolescer, ficar doente, perdendo como consequência da enfermidade, a sua inocência, que o leva ao estágio adulto, onde a sensação de perda o inquieta e perturba.
Aqui ele escolhe um caminho em busca daquilo que ele não sabe bem o que é. 
Bens materiais, poder, auto-suficiência econômica, etc., são algumas máscaras que ele veste nesta sua busca, na tentativa de recuperar aquilo que foi perdido.
Atingindo sua idade avançada, dependendo de seu caminho, ele pode alcançar novamente a inocência perdida, desta feita de uma forma adquirida, uma Inteligência Adquirida, que muitos chamam Iluminação.
Desta forma, no caminhar da humanidade estará assegurada sua ida ao pai.h
Humanidade, idade do homem, e dizer: 
“Humanidade é a soma do tempo de vida de todos os humanos que passaram por aqui, aos que ainda permanecem entre nós”.
Ela indica o quão pequeno é um único elemento, mesmo que este viva 200 anos ou mais. 
Seu tempo sobre a Terra não lhe permite evoluir mais que alguns milímetros se compararmos seus feitos aos da humanidade, faça ele o que fizer.
No entanto, justamente pela soma destes poucos milímetros de cada elemento que a Humanidade caminha a largos passos.
Como proclamou Neil Alden Armstrong no dia 20 de Julho de 1969 ao pisar no solo lunar pela primeira vez: 
“That's one small step for [a] man, one giant leap for mankind”.
Um passo pequeno para o homem, um salto gigante para a humanidade! 
Hoje, alguns homens detêm poder suficiente para melhorar a vida de milhões de seres humanos, outros tem poder para eliminar milhões de vidas.
Mesmo assim, suas realizações quando comparadas às da Humanidade são pequenas.
A própria extinção da raça humana na Terra afetaria muito pouco o equilíbrio do Universo, e caso isto fosse feito pela própria mão do homem, este feito seria pequeno se comparado ao ato da criação.
Com este pensamento, concluí que importante não é o caminho ou que seja eu a caminhar. 
Importante é que eu caminhe e ajude outra pessoa qualquer a caminhar.
Durante nossa existência, muitos companheiros de jornada estarão conosco.
Cada um com seu próprio caminho podem ter uma interseção de tempo conosco, independentemente da duração ou rota que tomaram.
Pai, Mãe, Irmãos, Tios e Tias, caminham conosco na infância, adolescência, fase adulta e quem sabe, com muita sorte, servindo sempre como um ponto de referência, na velhice.
Esposa (o) e filhos caminham conosco durante muitos anos, sem que isto signifique o mesmo caminho.
Cada um, à sua maneira, com rota própria, busca a iluminação.
Deste convívio, o máximo que conseguimos é evitar algumas quedas, ou ter momentaneamente, uma mão forte que nos ajuda a levantar.
O máximo que podemos oferecer é um ombro amigo para confortar aqueles que caem junto de nós, incentivando-os a prosseguir.
Ao nos separarmos, restarão apenas lembranças daquilo que compartilhamos. 
Boas ou más, estas impressões ficarão gravadas nas pegadas que deixamos para trás, que dependendo de sua importância, poderão ter corrigido ou alterado em dado momento nossa rota.
Quanto mais companheiros de jornada tivermos, mais rico será o nosso caminhar, acrescido sempre destas experiências compartilhadas.
Mesmo aqueles que não conhecemos estarão presentes, se deixaram de alguma forma os registros de sua passagem, contribuindo para enriquecer nossa jornada.
Se estudarmos a história da raça humana, encontraremos uma série de indivíduos que ao longo de sua existência auxiliaram na evolução de nossa espécie.
Em seus registros encontraremos impressões, gravadas a fogo, das jornadas empreendidas por outros homens, que podem muito nos ajudar.
Como um mapa, esta coletânea de dados, auxiliará em qualquer caminhada, tenha ela o rumo ou o objetivo que quiser.
É como se tivéssemos um exército a nos assessorar, passo a passo. 
Isto está registrado num trecho de uma música de um famoso grupo de música popular, que diz: 
           “Somos um exército,
            Um exército de um homem só,
            Num difícil exercício de viver em paz!
            Somos um exército,
            Um exército de um homem só,
            Sem bandeiras, 
            Sem fronteiras ...” 
Numa análise mais criteriosa destes indivíduos, encontraremos em seus feitos, de uma forma dogmática, uma série de coincidências que nos levam a refletir sobre a orientação que cada um teve para suas vidas.
Alguns se notabilizaram pela luta incessante a fim de melhorar a qualidade de vida de seus semelhantes.
Outros se caracterizaram por pregarem ideais nocivos e doentios, ao convívio harmonioso entre os homens.
Outros ainda, de uma forma antagônica, foram capazes de influenciar seu tempo e seu espaço, agindo marcadamente das duas maneiras. 
De qualquer forma, para que nossa espécie continuasse em sua jornada rumo à iluminação, sempre foi necessário um equilíbrio de forças, cuja resultante fosse à evolução.
Não fosse isto, já teríamos perecido.
Este equilíbrio, utilizando-me aqui dos postulados de Newton, pode ser estável, quando qualquer perturbação infinitesimal das coordenadas do sistema de forças provoca o aparecimento de forças que tendem a restabelecer a posição inicial; pode ser instável, quando um deslocamento infinitesimal provoca o aparecimento de forças que afastam o sistema da posição inicial de equilíbrio e, finalmente, pode ser indiferente, quando nas vizinhanças da posição de equilíbrio existe uma infinidade de outras posições de equilíbrio.
De qualquer forma, evocando aqui a terceira lei newtoniana: “a toda ação opõe-se uma reação igual e contrária”, observamos que, em nossa história, todos os movimentos ou fatos que geraram certo desequilíbrio, foram automaticamente neutralizados por outros que restabeleceram a ordem.
Todas as guerras foram precedidas de uma série de fatos, onde a diplomacia não encontrou solução, fazendo com que, ao menos momentaneamente, o conflito armado fosse a alternativa. 
Todas elas terminaram, quando a agressão continuada já não representava solução, aglutinando-se contra ela, forças complementares que neutralizaram sua expansão, auferindo-se ao final, um período de paz, onde as conquistas da guerra puderam ser assimiladas por muitos, transformando-se num período de sabedoria e de grande evolução tecnológica. 
Ironicamente, temos experimentado as maiores conquistas, justamente nos períodos de maior destruição.
Algo registrado na milenar sabedoria oriental, base do Ing e Iang, que afirma:
“Não é concebível nenhuma coisa absolutamente boa, que não tenha algo de mal, ou melhor, não existe nada tão mal que não se possa dele extrair algum bem”.
Quando o general Douglas MacArthur, discursando a um grupo de jovens oficiais na academia militar americana de West Point, logo após a guerra da Koréia, afirmou que:
- “ o soldado é justamente o maior amante da paz, pois é ele que vive e sente mais intensamente os sacrifícios da guerra”, ele dava um bom exemplo deste paradoxo da nossa existência.
Em suma, estudando a história da humanidade, encontraremos uma infinidade de episódios que comprovam esta argumentação newtoniana, da ação e reação. 
Nos textos bíblicos, encontramos inúmeras vezes a figura apocalíptica dos quatro cavaleiros, que anunciam o fim do mundo. 
A Fome, a Guerra, a Peste e a Morte, são encarnadas pelos emissários da destruição, combatidos incessantemente por cada um de nós, que almejamos um mundo melhor. 
A Fome, combatida pelo trabalho perseverante, cotidiano, respeitando- se o meio ambiente, a fauna e a flora, fazendo florescer florestas onde só havia desertos. 
Como um poeta escreveu em uma bela canção: 
“A vida é boa quando planta-se a semente
Não só na terra,   mas no coração da gente...” 
A Guerra, combatida pela solidariedade como única arma, suficientemente capaz para sensibilizar os homens, permitindo-lhes a grandeza da humildade. 
A Peste, combatida pela educação, que permite ao homem viver harmoniosamente neste paraíso que lhe foi permitido habitar.   
A Morte, combatida pela alegria de viver e saborear cada segundo que dispomos, experimentando intensamente tudo aquilo que nos é dado, de bom ou de ruim, fortalecendo assim nosso espírito imortal. 
Pitágoras, o Pai da Matemática, filósofo ao qual ouso referir-me neste texto, conseguiu elaborar seus teoremas da relação entre os catetos e a hipotenusa com base no estudo das notas musicais, razão pela qual decidi valer-me de seu exemplo, recorrendo aos versos citados anteriormente para expressar meus pensamentos. 
Por assim pensar e incentivado por inúmeros amigos com os quais costumo argumentar, esperando poder auxiliar, mesmo que remotamente a um irmão enfermo, é que me senti compelido a escrever estas linhas, convidando a todos quantos as lerem a somarem esforços na defesa dos ensinamentos da tríade Sabedoria, Força e Beleza , que de modo individual, compõem os objetivos buscados incessantemente pelos que se empenham na edificação do próprio Templo Interior, e do triangulo cujos vértices foram exaltados pela revolução francesa. 

Liberdade - Igualdade - Fraternidade


Professor Orosco.
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