sexta-feira, 22 de agosto de 2014

CROMOTERAPIA CIENTÍFICA - PARTE FINAL

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES


O técnico responsável pela aplicação dos feixes de luz, como qualquer profissional, deve ter cuidados especiais para o preparo e manutenção do seu local de trabalho.
A sala de aplicações deve estar limpa, ter razoável ventilação e deve oferecer aos pacientes o maior conforto possível.
Uma cadeira confortável ou um divã podem ser utilizados para acomodar o paciente durante a aplicação, promovendo um relaxamento do mesmo, o que auxilia muito no tratamento.
Preferencialmente as paredes devem ser pintadas na cor Azul, fornecendo ao paciente a sensação de liberdade e paz, necessárias ao bom relaxamento.
A iluminação durante o tratamento deve ser a mais reduzida possível, devendo-se para tanto prover as instalações de chaves interruptoras de energia, possibilitando apagar a luz durante a sessão.
O uso de luminárias fluorescentes na sala é contra indicado, devendo-se utilizar lâmpadas de filamento incandescente comuns e leitosas para a iluminação local.
Muitas pessoas se perturbam com o uso de iluminação a vapor, tubular ou fluorescente. O vapor de sódio ou de mercúrio reage diretamente às vibrações da corrente elétrica e, consequentemente, gera uma luz trêmula e oscilante que produz um efeito desfavorável sobre o sistema nervoso dos seres humanos, dos animais e das plantas. Sofrem-se efeitos mais sérios ainda quando a iluminação sai errada, como acontece com frequência. Ela pode piscar à proporção de 7 a 12 ciclos por segundo, e, nessa área particular, encontra-se um ritmo cerebral conhecido como ondas alfa. Quando o piscar de uma lâmpada começa a se aproximar do ciclo cerebral alfa, sensações muito desconfortáveis advêm. Enfim, se a frequência em que a lâmpada pisca equivaler às vibrações de uma pessoa que esteja trabalhando sob tal iluminação, esta pode sujeitar-se a um espasmo ou acesso epilético artificialmente induzido.[ Ver epilepsia ]. 
A fixação de um relógio grande com ponteiro para visualizar e contar segundos será de extrema valia para o técnico, que poderá orientar-se quanto ao tempo de aplicação mais facilmente.
O homem que aplica a luz, normalmente fica exposto, mesmo que indiretamente à ação destas radiações, devendo proteger-se da ação nociva que estas exposições desordenadas podem provocar no seu organismo. Para evitar ou pelo menos amenizar a influência desta exposição prolongada às radiações luminosas, recomenda-se alguns procedimentos básicos, a saber:
-Diariamente, realizar a limpeza de sua própria aura, como descrito no processo da obturação, antes e depois de cada jornada de trabalho.
-Utilizar um avental azul como uniforme, durante as aplicações, protegendo-se assim das exposições indiretas dos feixes de luz.
-Manter um intervalo de tempo entre aplicações de pelo menos 30 minutos, dando ao seu organismo a possibilidade de recuperar-se.
Durante as aplicações iniciais, comumente a partir da terceira aplicação, é normal que o paciente tenha sonolência frequentemente acompanhada de sucessivos bocejos, que podem contagiar o aplicador, não requerendo cuidados especiais, a não ser o conhecimento do fato.
Durante as aplicações no SNP e SNC é normal que o paciente sinta uma pequena falta de equilíbrio, mais ou menos aquilo que ocorre quando se fecha os olhos estando em pé e com a cabeça erguida.
Embora esta ocorrência não tenha implicações mais sérias que o simples balanço do corpo, o técnico deve estar atento para uma possível queda, no caso de pacientes mais sensíveis.
Até hoje não soube de nenhum caso em que se tenha chegado à queda, mas presenciei vários pacientes que demonstraram extrema sensibilidade à aplicação. Daí a recomendação de cuidado.        
Durante o tratamento os pacientes devem informar as sensações que sentem ao receber os feixes de luz. Estas informações devem ser registradas para análise posterior, mantendo-se o cuidado de não alterar a forma de tratamento, salvo casos especiais, pois podem manifestar-se apenas como reação inicial que desaparece com o tempo e se for alterado o tratamento perde-se o conhecimento do fato.
Para uma boa recepção da luz, o paciente deve estar vestido com roupas brancas, inclusive as íntimas, que não irão contaminar a onda eletromagnética aplicada, já que as roupas coloridas atuam como filtros de luz, devendo ser informado do porquê deste cuidado, evitando-se as confusões de associar o tratamento cromoterápico a procedimentos religiosos que requerem esta vestimenta.
O uso de colares, pulseiras, relógios, etc., é contra indicado durante as aplicações, já que estes adornos tem a capacidade de agir como verdadeiras bobinas toroidais, atrapalhando a correta assimilação da energia pelo organismo.
Como uma forma de medicina alternativa, ainda não totalmente aceita pela sociedade, recomenda-se o acompanhamento por um profissional legalmente habilitado, durante as fases de diagnóstico e tratamento, frisando-se o detalhe de que o cromoterapeuta não pode e não deve prescrever o uso de qualquer medicamento.
O uso de água solarizada ( energizada ) com certa cor, embora uma coisa simples de ser conseguida e aplicada, pode ser considerada como prescrição, devendo este procedimento ser evitado.
Apenas para registrar o procedimento de obtenção desta água solarizada, descreveremos abaixo a melhor forma de energizá-la.
O processo consiste basicamente em expor à ação da luz do dia uma quantidade de água potável em um recipiente de vidro transparente recoberto por um filme ou papel colorido.
Opcionalmente podem-se utilizar recipientes plásticos coloridos para armazenar esta água.
Esta água potável, armazenada neste recipiente deve ser colocada sob a ação direta da luz do dia ( não necessariamente do sol ) durante uma ou duas horas, preferencialmente pela manhã.
A água ali armazenada recebe a luz branca que, filtrada pelo filme colorido, armazena apenas as ondas eletromagnéticas que este permite passar.
A utilização desta água nos procedimentos cromoterápicos, terá normalmente a mesma aplicação dos feixes de luz, descontado o fato de que o caminho percorrido pela água no organismo não é o mesmo dos chákras.
O prazo de validade desta água depende muito da cor energizada, não sendo aconselhável permanecer tempo maior que o necessário para o uso a que se destina.
Outro tema que acreditamos possa ser do interesse do leitor, apenas como conhecimento geral, refere-se às formas modernas de visualizar a aura humana que, como dissemos anteriormente são a Foto Kirlian, a Tela de Diacinina e o Termógrafo, sobre as quais teceremos alguns comentários, a saber :
-A Fotografia Kirlian torna visível apenas uma faixa muito estreita ao redor de plantas, animais e homens. Originada do trabalho de dois cientistas russos, o sr. Sennyon e sra. Valentina Kirlian, executa-se esta técnica com um gerador de alta voltagem dotado de um filme fotográfico. O que se registra de seres vivos como plantas, animais e homens não se restringe ao esboço e à forma fisica da pessoa ou do objeto, mas inclui também as radiações elétricas mais leves que os cercam. Essas radiações, que nada tem a ver com a eletricidade como a conhecemos, circunscrevem-se ao redor da matéria.
-                     A Tela de Diacinina desenvolvida pelo Dr. W.J. Kilner, consiste básicamente de uma lente pintada com uma anilina. Tal lente tem um efeito notável sobre a visão e faz com que o olho perceba o ultravioleta. Composta por duas peças de vidro entre as quais se prensa uma solução de diacinina, uma tintura de cor índigo-violeta, que aguça consideravelmente a visão do observador.
Usando a tela de Kilner e trabalhando na faixa do ultravioleta, a aura pode ser vista como uma franja circundando o corpo e, ainda, uma segunda camada de luz um tanto mais vaporosa em torno do corpo.
Com o uso da tela de Kilner os olhos se tornam sensitivos e a aura pode ser vista como uma emanação cinza-azulada.
Infelizmente, a duração da tela de diacinina não é longa, além de afetar a visão do observador que se expõe demasiadamente aos seus efeitos, fato que aliado à dificuldade de conseguir-se a matéria prima para sua produção, praticamente inviabilizaram seu uso em maior escala.
-                     O termógrafo ou termovisor é um instrumento utilizado para medir a temperatura a partir da radiação naturalmente emitida pelos corpos no campo do infravermelho, e dizer, comparar a radiação emitida por um determinado corpo ou objeto em relação a uma temperatura de referência que, normalmente, é a do meio ambiente.
O Termógrafo ou termovisor consiste basicamente de uma câmera constituída de um receptor óptico ( lentes, filtros e diafragma ), de um mecanismo de varredura ( prisma horizontal e vertical ) e de um detector e reservatório de nitrogênio ( Frasco de Dewar ).
As radiações invisíveis, emitidas pelos corpos, são direcionadas ao detector de alta sensibilidade ( cristal de Índio-Antimônio ), situado na base da câmera, que faz a conversão em sinal elétrico. O detector opera em baixas temperaturas, razão pela qual é montado na base de um reservatório, preenchido com nitrogênio líquido a uma temperatura de 196 graus centígrados negativos.


A câmera é conectada  por um cabo à unidade de vídeo  que contém um processador de sinal, o monitor de vídeo e os controles de seleção e ajustes da imagem térmica.
A conversão do sinal elétrico em imagens térmicas se processa na unidade de vídeo, onde os pontos brancos mais intensos representam as partes mais aquecidas do corpo.
A grande aplicação do termógrafo ou termovisor, infelizmente foi para usos militares, com o objetivo de acompanhar o deslocamento de tropas inimigas durante a noite, aplicação esta diametralmente oposta àquela que pregamos quando falamos de curar seres humanos. No entanto, apesar de um mau começo este aparelho encontrou aplicação mais digna junto à comunidade científica, mais especificamente para análise de instalações elétricas indicando zonas de possíveis sobrecargas, etc., além de outras inúmeras aplicações nas áreas de astronomia, química, mecânica e física.   



Bibliografia:

-                     Atlas de  Anatomia Humana – Frank H. Netter        Editora Artes Médicas – 1995.
-                     Fisiognomia e Diagnose Visual – Bartolomeu Alberto Neves
            Editora Ícone – 1995
-                     Cromoterapia – A cura através das Cores – Reuben Amber
            Editora Pensamento – 1983
-                     Cromoterapia Técnica – Renê Nunes
            Editora LGE – 1987
-                     Dinâmica da Cromoterapia – Renê Nunes
            Editora LGE – 1998
-                     Conceitos Fundamentais de Cromoterapia – Renê Nunes
            Editora LGE – 1995
-                     Compendio Científico de Cromoterapia – Renê Nunes
            Editora LGE – 2001
-                     Cromoterapia Aplicada – Renê Nunes
            Editora LGE – 2003
-                     Cromoterapia – A Cura Através da Cor – Renê Nunes
            Editora LGE – 2002
-                     Mãos de Luz – Barbara Brennan
            Editora Pensamento – 1987
-                     A Cura pelas Mãos – Richard Gordon
            Editora Pensamento – 1978
-                     Chákras–Centros Energéticos de Transformação – Harish Johari
            Editora Bertrand Brasil – 1990
-                     Milagres da Cura Prânica – Choa Kok Sui
            Editora Ground – 1998
-                     Atlas Universal Enciclopédico de Anatomia Humana – Volume I  Eduardo Marcelo Souza - Editora Forest Hills  - 1989
-                     Atlas Universal Enciclopédico de Anatomia Humana – Volume II  Eduardo Marcelo Souza - Editora Forest Hills  - 1989

-                     Atlas Universal Enciclopédico de Anatomia Humana – Volume III Eduardo Marcelo Souza - Editora Forest Hills  - 1989
-                     Anatomia Humana – Prives – Tomo I
            Editora MIR – 1973
-                     Anatomia Humana – Prives – Romo II
            Editora MIR - 1973
-                     Medicina Homeopática – Humberto Machado
            Editora Hemus – 1995
-                     Medicina Mitos e Verdades – Carla Leonel
            Editora CIP – 1996
-                     Manual Merck Sharp & Dohme de Informação Médica
            Carlos D. Candeias – Editora Manole - 2002
-                     A Trilogia das Cores – Ondina Balzano Guimarães
            Editora Artes Gráficas Doberman – 1995
-                     Dicionário de Física Ilustrado – Horácio Macedo
            Editora Nova Fronteira – 1976
-                     Materiais de Engenharia – Angelo Fernando Padilha
            Editora Hemus – 1997
-                     Energia Curativa Através das Cores - Theo Gimbel
            Editora Pensamento – 1995
-                     Manual de Cura Pela Cor – Pauline Wills
            Editora Pensamento – 2002
-                     Cores e suas Funções – Valcapelli
            Editora Roca – 2001
-                     Cromoterapia – A Cor e Você – Valcapelli
            Editora Roca - 2000


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