quinta-feira, 7 de abril de 2016

PARMISCO

Parmisco, ou Parmenisco, em grego Παρμίσκος, é considerado um dos mais importantes e influentes pitagóricos, embora muito pouco se possa dizer sobre sua vida ou obra. Sobre ele, praticamente, quase nada nos chegou; somente as referências que transcrevemos abaixo:
Segundo Jâmblico, em sua obra Vida Pitagórica, 267: “São metapontinos: Brontino, Parmisco, Orestes, Leão, etc.” (DK 20, 1)
Segundo Diógenes Laércio, em sua obra Vida dos Filósofos Mais Ilustres, IX, 20, “Parece que Xenófanes foi vendido por ... e redimidos pelo pitagóricos e Parmenisco e “(DK 20, 2)_
Semo diz, no quinto livro de Deliade que Parmenisco de Metaponto, por nascimento e eminente riqueza que desceu na cova de Trofônio, em seguida já não podia rir. A pitonisa, a quem ele consultou, disse: Você me perguntará sobre a doçura do riso; Em casa, a mãe restaurá-lo-á, e você a honrará. (DK 20,3)
            Em fonte distinta de Diels/Kranz, também encontramos:
Heródoto, falando de Latanona nos diz que ... Latona, apesar do ódio de Juno, não só foi readquiriu seus direitos como Antiga Deusa, mas teve a satisfação de ver seus filhos colocados no ranking das primeira deidades. Ela tinha um templo na ilha de Delos.  Encontra-se a referência de que Parmenisco de Metaponto, um homem que por nascimento e riqueza ocupava o primeiro lugar no seu país, tendo tido a ousadia de entrar no antro de Trofônio, como pena por sua culpa, não poderia mais rir, enquanto uma justificativa não fosse dada. Indo consultar o oráculo de Apolo, este lhe disse que a sua mãe, em sua casa poderia lhe devolver o poder do riso. Tendo intendido Parmenisco que a mãe era a sua terra natal, ele acreditava que somente junto dela poderia ocorrer a previsão do oráculo; mas vendo sumir,  decepcionado, a sua esperança, fez uma viagem para Delos, onde viu maravilhado tudo o que estava na ilha; depois entrou no templo de Latona, supondo ver a bela estátua da Deusa, descobrindo em seu lugar uma  figura malfeita e mesquinha, e ao vê-la, ele chorou de tanto rir, e, em seguida, entendeu o significado do oráculo e, sendo desta forma curado, rendeu então para Latona todas as grandes honras. (PEZZOLI, 1829, P.152)[1]



[1] PEZZOLI,Giovani. Dizionario Storico-Mitologico, Livorno: Vignozi, 1829, p.152
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