quarta-feira, 13 de abril de 2016

PARON


            Deste personagem pitagórico, a única menção que nos chegou foi aquela registrada por Aristóteles, em sua obra Física, IV, 13, 222 b 17, também citada posteriormente por Simplício. Sabe-se que deve ter vivido no final do século V a.C. e que foi um dos pitagóricos, manifestando durante os jogos Olímpicos, uma visão particular sobre o tempo. Nada mais.



             Conforme Aristóteles, na obra Física, IV, 13, 222 b 1, podemos ler:



Com o tempo, todas as coisas passam a existir e desaparecem; razão pela qual alguns o chamaram de o mais sábio de todas as coisas, mas o pitagórico Paron chamou-o mais estúpido, porque nele nós também esquecemos; e sua visão era a mais verdadeira. Se isso é claro, então deve ser em si mesmo, como dissemos antes, a condição de destruição e não de vir a ser (para a mudança, por si só, onde as coisas partem de sua condição anterior), e apenas incidentalmente de vir a ser, e de ser. A prova suficiente disso é que nada vem a ser sem se, de alguma forma, mover e agir, mas uma coisa pode ser destruída, mesmo se ele não se move em tudo. E é isso que, como regra, nós dizemos como as coisas sendo destruídas pelo tempo. Ainda assim, para o tempo essa mudança não funciona; porque este tipo de mudança acontece, aliás, somente com o tempo.





Arist. Phys. D 13, 222 b 17 - Enquanto alguns tem dito que o tempo é sábio, o pitagórico Paron, com muita razão, o chamou de ignorante, porque isso também se esquece.  Simpl. z.d. St. 754,9 – Parece ser aquele que Eudemo (frag.52) recorda sem nomeá-lo, quando recorda que, enquanto Simonide nos jogos Olímpicos elogiava o tempo como sábio, enquanto isso tomava o lugar da aprendizagem e da recordação, um sábio que estava presente exclamou:  Ó Simonide, não é verdade que ao longo do tempo nos esquecemos?  (DK 26,1)
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