sábado, 2 de abril de 2016

PETRÔNIO

Quase nada se pode encontrar registrado nos documentos históricos sobre a vida deste personagem da escola pitagórica, à exceção de uma ou outra citação sobre sua existência, as quais procuramos transcrever abaixo:
Segundo os Anais Cívicos do Reino da Sicilia, Vol. XIX, relativo aos meses de Janeiro e Fevereiro publicado no 1836, em Nápoles pelo Ministério dos Assuntos Internos, pg. 131, “o pitagórico Hiceta inventou um novo sistema astronômico pelo qual afirma que a Terra girava ao redor de seu próprio eixo, o que era atribuído anteriormente a Filolau; e não resta dúvida de que Petronio de Imera, em grego Πέτρωνος, produziu outra opinião sobre a pluralidade do mundo, posição adotada na escola Eleata e de Epicuro, visto nos tempos modernos, conforme recorda Hipias de Reggio, na época de Dario.”
Segundo fragmentos obtidos a partir do historiador grego/romano Plutarco de Queronéia, o pitagórico Petronio de Imera, que teria vivido entre o final do século VI e início do século V a.C., dizia que o Cosmo não é nem infinito nem único, ou em número de cinco, mas de cento e oitenta, dispostos segundo uma figura triangular, onde cada um dos lados conteria sessenta deles, divididos segundo seus três ângulos. O Cosmo adjacente se tocando com o outro, sem chocar-se, fazendo uma revolução, rodando regularmente, como se fosse uma dança. A superfície interna do triângulo seria como o lar comum do universo sendo chamada de planície da verdade. Nela, as razões, as formas e os padrões das coisas que entraram ou entrarão, encontram-se imóveis, cingidas pela eternidade, onde o tempo, como uma corrente, flui sobre o cosmos. A visão e contemplação destas coisas são concedidas às almas humanas somente uma vez a cada dez mil anos.
Plutarco diz ainda que, “embora o hóspede não fosse um bárbaro, mas grego, e bem formado da cultura grega, revela que o número de mundos não vem do Egito ou da Índia, mas é Dórico, da Sicília, de Imera de um homem chamado Petronio. Eu não li o livro dele, nem sei se ele ainda existe todavia; mas Hípias de Reggio, citado por Fania de Ereso, atesta que essa doutrina é de Petronio, assim como a teoria de que existem cento e oitenta mundos, dispostos um ao lado do outro gradualmente, sem explicar o que significa ser próximo gradualmente, não acrescentando nenhum outro argumento persuasivo. ” (DK16A)



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