quarta-feira, 20 de abril de 2016

XUTHOS

Sobre Xuthos, em grego  Ξονθος, um  personagem pré-socrático que deve ter vivido no século V a.C., citado por Hermann Diels e Walter Kranz, em sua obra acerca dos pré-socráticos[1], tudo o que conseguimos levantar foi uma referência acerca da defesa na necessidade do vazio, como necessidade intrínseca para a existência do movimento, conforme se pode observar nas citações de Aristóteles e de Simplício.

Conforme Aristóteles, Física, L 9 , 216 b 22, -  Há alguns que acreditam que a existência do vácuo se torna evidente através da raridade e da densidade. Se, de fato, a raridade e a densidade não existem, eles dizem, nem sendo possível condensar e comprimir, e se isso não pode acontecer, ou não existirá de fato o movimento, ou como dizia Xuthos, tudo vai inchar. O ar e a água devem sempre mudar em quantidades iguais (por exemplo, se o ar foi feito de um copo cheio de água, ao mesmo tempo, uma quantidade igual de ar, um copo cheio de água deve ter sido feita. E conforme Simplício, Stromatei, 683, 24,  - Tudo isso vai inchar, como diz Xuthos, o pitagórico, e inundará, e cada vez mais vai se espalhar, como faz o mar, quando, por causa dele, as ondas chegam à praia. (DK 33,1)


[1] I Presocratici: Prima Traduzione Integrale Com Testi Originali a Fronte Delle Testimonianze e Dei Frammenti Nella Raccolta di Hermann Diels e Walter Kranz, a Cura di Giovanni Reale. Itália, Milano: Edizione Bompiani, Il Pensiero Occidentale, 2008.
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