sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

MEA CULPA, MEA MÁXIMA CULPA

Este ano de 2014 teremos, além da Copa do Mundo, eleições (assim espero) por todo o país.
Aproveitando-se da permanente insatisfação da população, em geral pela pífia resposta dada pela classe política às demandas de nossa gente, vejo proliferar, principalmente nas redes sociais, as já conhecidas campanhas pelo "anule seu voto", pelo "vote em branco", pelo "não reeleja ninguém", pelo "votem novamente para reeleger o Cacareco", etc.
Este tipo de campanha, embora "do jogo democrático", na verdade só faz perpetuar o atual estado de coisas, generalizando e banalizando a atividade política além de fomentar, cada vez mais, a alienação das pessoas.
De forma propositiva, as redes sociais poderiam, ou ao menos deveriam, promover denúncias específicas, dando nome aos bois e tornando conhecidos os nomes daqueles que não cumprem com suas obrigações, que roubam ou que votam por interesses pessoais, em projetos contrários aos interesses da nação.
Embora poucos, existe gente séria por lá, gente que trabalha e que, pelo menos, tenta fazer a diferença.
Eu poderia elencar vários, mas isto também não seria correto de minha parte, pois isto perpetuaria a alienação.
Cada um deve fazer a sua pesquisa.
Jogar todos no mesmo saco, só faz proteger aqueles que não merecem nosso voto, já que normalmente eles tem mais dinheiro para suas campanhas, que podem contratar grandes e renomados "marketeiros", que podem oferecer sapatos e dentaduras, cestas básicas, bolsa família, emprego de técnico da seleção, etc.
Os que estão lá, no legislativo e no executivo, estão lá porque nós os elegemos.
A culpa não é deles, é nossa.
Mea Culpa, mea máxima culpa.
O voto não é, como se apregoa aos quatro ventos, um direito, e que por isso deveria ser facultativo.
O voto é um dever, cívico, pois é como um cheque em branco que assinamos.
A conta no banco é nossa e quem paga pelas mazelas somos nós.
Somos responsáveis pela bandalheira.
Se nos déssemos ao trabalho de examinar como aquele a quem demos a procuração para gastar nosso dinheiro, o faz, não teríamos dúvidas sobre como agir nas próximas eleições.
Felizmente, como Deus é brasileiro (o papa é argentino), ainda temos tempo.
Podemos, ao invés de desperdiçar munição em campanhas inúteis, acompanhar o trabalho dos eleitos, tomando o cuidado para evitar as armadilhas de um denuncismo irresponsável,  que também é arma de marketing político.
Afinal, nunca antes neste país...

Professor Orosco




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