segunda-feira, 30 de março de 2020

SOBRE O CORONAVÍRUS


Mensagem endereçada aos senhores médicos e profissionais dá área de saúde empenhados na pesquisa e no tratamento das pessoas com graves problemas respiratórios advindos da contaminação pelo Sars Cov 2 – a Covid 19.

Refleti bastante sobre se, neste momento, deveria ou não manifestar-me sobre o assunto, dada as sérias  implicações morais que possa causar, mas, depois de consultar amigos e parentes que conhecem meu trabalho resolvi,  motivado pelo espírito de responsabilidade social para com a humanidade, na tentativa de oferecer uma singela e diminuta contribuição, sem qualquer outro interesse, que não seja atenuar o sofrimento destes pacientes, transcrever abaixo um procedimento de terapia complementar, baseada na exposição do paciente aos efeitos de diferentes frequências e comprimentos de luz  (ondas eletromagnéticas) que, tenho firma convicção, deverá induzir o organismo dos indivíduos afetados a uma reação defensiva contra os agentes patológicos e processos infecciosos que se instalam nos pulmões, restaurando o equilíbrio do organismo e ocasionando a melhora no quadro geral do paciente.

Faço-o baseado em mais de 30 anos de estudos e pesquisas científicas sobre o assunto, informando que quaisquer detalhes técnicos e princípios envolvidos nesta proposta poderão, caso sejam de interesse, ser consultados em minhas publicações sobre o assunto.

Assim, sem mais delongas, por considerar que o organismo humano nada mais é do que uma complexa e maravilhosa máquina biológica movida por forças e processos eletroquímicos, recomendo submeter o paciente que chega ao hospital manifestando acentuado problema respiratório, sempre de forma complementar à profilaxia que será adotada para o enfermo e, independentemente do fato de que o quadro respiratório já requeira ou não a imediata intubação, a qual deverá ser feita, se necessária, o seguinte procedimento:

Sobre o plexo umeral do paciente, com abrangência para toda a área dos pulmões, aplicar uma sequência de luzes coloridas, como segue:

Luz verde durante 2 minutos
Luz violeta durante 2 minutos
Luz Azul escuro durante 2 minutos
Luz Vermelha durante 2 minutos
Luz Amarela durante 2 minutos

A matiz, nesta condição emergencial, pode ser desconsiderada, assim como a exata distância do feixe luminoso que deverá, no mínimo estar a uma distância superior a 10 centímetros e inferior a 50 centímetros da pele, estando o paciente descoberto ou usando uma roupa branca.
Para este tratamento, é importante utilizar uma fonte de luz incandescente, que pode ser uma simples lâmpada de filamento, branca leitosa, de 60 ou 100 W, ou mesmo uma de lead, sobre a qual se coloca um filtro colorido,  e não uma luz fluorescente, que neste processo cromoterápico, é contra indicada.

Este procedimento deverá ser repetido depois de um período não inferior a 5 horas e, assim prosseguir, 2 vezes por dia durante 3 dias consecutivos, quando, então, o comprometimento do quadro infeccioso já deverá ter arrefecido e o paciente já deverá apresentar sensível melhora.

Professor Orosco

sexta-feira, 27 de março de 2020

SOMOS SERES PROGRAMADOS PELO ABSOLUTO

No processo de construção embrionária, o feto, a partir do sangue que recebe da mãe, carregado de proteínas e aminoácidos, também recebe uma significativa quantidade de informações genéticas que vão assegurar o funcionamento do seu organismo.
Estas informações, compiladas em um gigantesco Big-Date, armazenado em seu tronco encefálico, irão proporcionar o desenvolvimento do seu mui complexo sistema nervoso (central, autônomo e periférico) onde, a maior parte do seu processo neural se dará diretamente na medula espinal, através do seu sistema nervoso autônomo, também chamado neurovegetativo, dividido e sistema nervoso simpático (toracolombar) e sistema nervoso parassimpático (craniossacral).
Neste sistema nervoso, cada célula poderia, por analogia, ser associada a um bit, dígito binário (Binary Digit), que é a menor unidade de informação que pode ser armazenada ou transmitida, capaz de assumir, tão somente, dois valores : 0 ou 1; ligado ou desligado, aceso ou apagado. No caso da nossa célula nervosa: ativada (energizada) ou em repouso (desligada).
Como na programação de computadores, onde a união de 8 bits forma o byte, a unidade básica de informação que consegue, na combinação de seus bits, representar uma coordenada diferente para cada letra, cada algarismo ou instrução de ligação (operações aritméticas), cada conjunto de células nervosas, dispostas sequencialmente, conseguem se transformar em uma instrução.
Assim, na união destas células nervosas, ativadas ou desativadas segundo os estímulos elétricos que recebem dos sensores espalhados pelo corpo (sistema nervoso periférico), dá-se a ativação ou passivação das glândulas endócrinas e demais órgãos do organismo.
Se estes sensores, por exemplo, enviam um sinal indicando a redução da temperatura ambiente, externa ao nosso organismo, este sistema nervoso ordena a redução das atividades motoras (letargia) para assegurar a manutenção da energia vital do sistema circulatório, assim como a queima da gordura armazenada no organismo, para que a temperatura interna do corpo se mantenha inalterada, evitando a hipotermia.
Da mesma forma, ao subir uma ladeira íngreme, estes sensores detectam a necessidade de maior tração muscular, fazendo com que este sistema nervoso aumente a frequência cardiorrespiratória, a fim de oferecer aos músculos uma quantidade adicional de combustível (glicogênio), da mesma forma que ocorre quando aceleramos o motor de um automóvel para ganhar velocidade, aumentando o consumo de gasolina.
Este é o Ser-objeto-em-si, que ainda não se reconhece como sujeito que, ao nascer, se vê lançado num mundo que desconhece, trazendo consigo as sementes (homeomerias de Anaxágoras) que vão formar a primeira mistura, a criança que, graças à ação do Ser-aí, do Nous, uma inteligência ordenadora (programadora) denominada Intelecto, já trás consigo as instruções preliminares gravadas no seu Hardware, o seu sistema operacional.
A partir daí, durante toda a fase sensório motora, segundo a classificação de Piaget, este Ser-objeto-em-si, a criança recém nascida que ainda não se reconhece como existente, começa a cumular informações em seu banco de dados (memória) estabelecendo relações e apropriando-se de um sistema de linguagem.
Com isso, seu Intelecto que compõe e divide, como dizia São Thomaz de Aquino em sua Suma Teológica (Sth Q 16 A 2, juízos) começa a criar as condições para que o Ser-aí imediato do espírito,  consciência, venha a desenvolver, também, uma objetividade que a leva a reconhecer-se sujeito, uma consciência De-si, que vai lançar-se ao mundo como uma consciência Para-si.
Significando este mundo e percebendo nele a existência de outros seres, esta consciência retroalimenta-se como Para-outro, passando a interagir com eles na construção de um futuro (mundo compartilhado), desta feita como uma consciência Para-além, agora ofuscada pela luz do Sol platônico, sem perceber que foi o Absoluto hegeliano, o Espírito que o fez chegar ek-státicamente ao momento presente e que continuará a delimitar os limites do seu Ser.
E dizer, sem perceber que sempre foi e que sempre será um Ser cuja autonomia já foi definida nas linhas de programação escritas pelo Grande Arquiteto do Universo.

Professor Orosco



terça-feira, 24 de março de 2020

0 EU E O NÓS

O primeiro passo da minha evolução humana ocorre quando tomo consciência do meu Ser-em-si; como um objeto existente no mundo e que não é nada além daquilo que é. 
Neste momento, alcanço a condição de Ser que tem consciência De-si e, ao fazê-lo, descobro a minha existência num mundo concebido (significado) por mim, onde percebo a existência de outros homens que, como eu, também se reconhecem existentes (Seres com consciência De-si). 
Lanço-me, então, neste mundo, na condição de um Ser-para-si, já que me reconheço existente a partir do meu reconhecimento pelo Outro. Só sou um professor porque meus alunos me reconhecem como tal. 
No entanto, neste momento, por olhar o olhar do outro, sinto-me compelido a perceber-me como um existente, na percepção do outro. Tento significar-me, como se fosse um aluno para reconhecer-me professor. 
Com minha consciência transcendente, abandonando o meu Ser, eu vivêncio o Para-outro. 
Esta condição é diferente do reflexo que vejo refletido no espelho, onde, no meu olhar refletido, percebo a minha existência, através da minha consciência que oscila entre a condição de ora transcendente e ora transcendida. 
Na condição de Para-outro, não tenho certeza de nada, já que tento me olhar na posição do olhar do Outro e, por isso, a dúvida me acompanha. Passo a ser possibilidades, frente às dimensões temporais (ek-estáticas) do passado, Em-si; do presente, Para-si, e do futuro incerto, Para-outro, onde a condição existencial (tética), tanto minha quanto do Outro, passa a ser contingente. 
Como seres contingentes, tanto o Eu quanto o Outro, temos consciência de que somos significados a partir de mundos diferentes que construímos, cada um o seu, segundo o entendimento do Em-si que cada um percebeu como De-si e de como lançou-se nele como um Para-si. 
Como seres desejantes, nesta condição não pode existir o NÓS, uma vez que só consigo perceber-me como Para-outro, na condição de possibilidade ek-estática. 
O NÓS só pode existir com a supressão de todos os EU, no momento em que todos renúnciam à sua condição de consciência transcendente, tornando-se uma consciência coletiva transcendida que compartilha um único e supremo instante (desejo). 
Por exemplo, como num campo de batalha onde os soldados do lado A se transformam um uma Unidade de combate, que se lança contra os soldados do lado B. 
Neste momento, não existe mais o Eu, só o NÓS, irmanados como corpos diferentes, amalgamados numa única consciência desejante, Para-além, em busca da vitória e da sobrevivência. 
Este é o espírito que o momento atual reclama. Um Para-além, onde todos nós, como consciência coletiva, numa Unidade de combate, espalhada por todo o planeta, trabalhando, como humanos unidos, sem credos, cor ou fronteiras, com o objetivo com de vencer o Coronavírus. 

Professor Orosco. 

terça-feira, 17 de março de 2020

PUXÃO DE ORELHAS


O Grande Arquiteto do Universo não se cansa de nos chamar a atenção para o fato de que somos, todos nós, independentemente de cor, gênero, religião, etc., membros de uma mesma espécie.
Quando ocorreu aquele tsunami na Ásia, que matou mais de 300 mil pessoas, este trágico acontecimento mudou muito pouco a rotina das pessoas.
Quase ninguém ligou; não foram feitas preces ou orações pelas vítimas; pouca gente se mobilizou em campanhas de ajuda, etc.
Aconteceu a mesma coisa no Haiti; acontece a mesma coisa na Siria, com a fome na África e na América Central, etc.
Agora, com esta crise sanitária que toma proporções gigantescas, parando o comércio mundial, finalmente estamos percebendo que estamos todos conectados, e não só pela internet.
Como diria Ortega y Gasset no seu livro Rebelião das Massas, finalmente estamos aprendendo que, todos nós, independentemente da classe social, ideologia política, religião, formação acadêmica, condição econômica, ou outra desculpa segregacionista, estamos vivendo uma relação de interdependência, uns com os outros, muito superior ao mais complexo estudo social.
Oxalá, vencida esta pandemia, com o puxão de orelhas que estamos recebendo, aprendamos a lição e alteremos nossa relação com o mundo, repensando nossas ações com os outros, com o meio ambiente, etc.


Professor Orosco.

segunda-feira, 9 de março de 2020

UM SINGELO ÚLTIMO DESEJO:


Revendo alguns de meus trabalhos sobre Heidegger e seu Dasein, o ser lançado ao mundo, existente, Ser - aí ou Ser – aí - no mundo, reconhecidamente um Ser angustiado, cuja autenticidade da vida o obriga a reconhecer-se como um Ser para a morte, certo de sua finitude em momento incerto; um Ser morrente que precisa viver e experimentar a vida a todo momento, extraindo dela tudo o que puder gozar, detive-me a pensar sobre o que desejaria, como um singelo e último desejo, ocorresse no momento de minha partida:
Quando chegar a minha hora, se o clima for apropriado aos vivos e o tempo permitir, gostaria de ser velado quase nu, vestido apenas por uma modesta gravata.
Seria, para mim, o sinal de que, neste derradeiro momento, finalmente estaria livre de convenções, contratos sociais, regulamentos e leis, às quais fui submetido contra a minha vontade, desde que aqui cheguei, nu e assustado.
Quiçá, não por mim, mas por conta do rubor ou curiosidade que possa provocar aos que porventura venham se despedir, toleraria um pequeno lençol, cobrindo junto com as flores, o motivo de sua vergonha.
Gostaria, também, que meus despojos pudessem, depois de retiradas as partes úteis, e se a ordem assim o permitir, servissem de alimento aos animais vertebrados, numa última tentativa de amenizar minha dívida para com aqueles que também me serviram de alimento, inclusive afetivo.
Não os vermes que já me acompanharam por muito tempo, mas os vertebrados como aves, porcos ou peixes, até mesmo cães ou gatos, para os quais minha carne, despojada da alma, teria alguma serventia, acreditando que para bovinos e caprinos ela não seria apropriada, salvo julgamento posterior que também pudesse contemplá-los, sem nenhuma restrição de minha parte.
Na impossibilidade, que meu corpo cremado, voltando à condição de carbono e cálcio, fosse depositado como adubo de uma planta qualquer, preferencialmente uma que possa produzir frutos para o deleite de pequenos pássaros, ou flores que acolham abelhas e borboletas.
Que mais poderia desejar?
Cheguei aqui nu e em plenas condições de me fazer totalidade e, partindo com apenas uma gravata, já sairia desta vida com um bom lucro, além de evitar carregar um peso extra na minha jornada, frente a um futuro que me é desconhecido; abandonando, assim, tudo aquilo que, acredito eu, não me fará falta; crente de que o Criador, como aqui já fez, me proverá das condições para alcançar tudo aquilo que porventura, ele venha a planejar para mim ou que eu venha precisar.
Levando apenas uma gravata, carregarei comigo um símbolo de ostentação e lembrança do meu cativeiro, da masmorra social que cerceou, em vida, a minha liberdade e não me permitiu ser o que poderia ter sido enquanto homem; esperançoso de que tal recordação possa me auxiliar, como uma espécie de memória genética transcendente, nas novas escolhas que precisarei fazer ou dos novos caminhos que deverei trilhar.
Quanto ao resto, minhas parcas posses, deixá-las àqueles que carregarão consigo a minha semente, esperando que o maior valor que possam levar seja o meu carinho, amor e gratidão eterna.
Aos amigos, a lembrança de bons momentos compartilhados e dos bons embates travados.
Aos demais, a tentativa de explicitar um modesto exemplo de vida, combativa, frugal e dedicada à tarefa de aprender e ensinar.


Professor Orosco.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

TERIA NOSTRADAMUS ACERTADO MAIS ESTA?

Considerado por muitos, como um grande profeta do apocalipse, em um dos versos da segunda Centúria (como são apresentadas e descritas as suas previsões sobre o futuro) ele escreveu:

 "E no céu dois Sóis surgirão,
O sumo pontífice fugirá em terror,
E mudará a Santa Sé."

Alguns estudiosos colocaram que isto poderia representar o desenlace de uma explosão nuclear que destruiria o Vaticano.
Outros preferem acreditar que seu sistema de códigos é incompreensível e que pode abrigar qualquer resposta.
Particularmente, acredito que a resposta está no meio termo, ou seja, como ele mesmo colocou, que suas previsões só serão compreendidas, posteriormente.
Assim, jogando lenha na fogueira, e somando mais uma possibilidade para esta Centúria, registro que:

a) Sabemos que a estrela Betelgeuse, uma gigante vermelha da Constelação de Orion, localizada acima e à esquerda das 3 Marias, está para explodir em uma supernova.
Na verdade, isso significa que ela teria explodido na primeira metade do século XIV (1300 a 1350 d.C.) e que só agora estaríamos vendo a luz desta explosão, que produziria, também, ondas gravitacionais, viajando à velocidade da luz, similares às que foram percebidas aqui na Terra, no último dia 14 de janeiro.
Acredita-se que nesta explosão como Supernova, ela venha a destruir tudo em um volume cuja esfera teria um diâmetro de 100 anos-luz, o que seria percebido, aqui na Terra, como uma estrela visível dioturnamente do tamanho da nossa Lua, como se fosse um segundo Sol a brilhar no céu.

b) O fato de que a basílica da cidade de Aparecida do Norte, em São Paulo, haver sido construída com dimensões equivalentes à basílica de São Pedro, no estado do Vaticano, a maior do mundo (nenhuma outra pode ser maior do que ela), transformando-se em uma alternativa para a mudança da Santa Sé, já que o Brasil abriga a maior população cristã do planeta.

c) A coincidência de que, tanto Nostradamus quanto São Malaquias, previram que o atual seria o último Papa, coincidentemente um Argentino, o que per si, já é visto por muitos como o anúncio do fim do mundo.

d) A possibilidade de que a proliferação pandêmica de um vírus, como este coronavírus, que está assustando o mundo, poderia desencadear uma situação tão grave, em que o abandono da Europa seria uma necessidade para a cúpula da igreja de Cristo. Neste caso, a peste, como em outros momentos da história, ao invés da bomba atômica, como o fator de destruição do tecido social.

e) O problema das enchentes em Minas Gerais, sempre considerada como um mundo à parte, impedindo o êxodo daqueles que, assustadamente, tentariam fugir do "fim dos tempos".

Desta forma, como prudência e caldo de galinha não fazem mal à ninguém (exceto à galinha) seria de bom alvitre, uma breve reflexão sobre nossa conduta individual, nossas virtudes e nossos defeitos, que serão pesados no momento da nossa prestação de contas.

Sabem como é: como não acredito que existam apenas coincidências, vai que Nostradamus tenha acertado mais esta......

Professor Orosco.

sábado, 16 de novembro de 2019

EM DEFESA DO BE A BA

Todos reconhecemos que o processo de alfabetização de crianças é extremamente complexo e dinâmico.
No entanto, baseado em Piaget e Vigodsky, sabemos que também é um processo que pode ser dividido em fases, segundo a idade e o ambiente em que a criança começa a perceber, Freirianamente, o seu mundo circundante. Sabemos, também, como defende Silvio Galo, que é um processo que precisa ser, antes de mais nada, sedutor ao estudante.
Assim, o antigo método de silabação, quando corretamente adotado, para mim, ainda é a melhor maneira para iniciar este processo educacional.
Fazer com que aprendam foneticamente o som das vogais e na sequência as consoantes (letras que se somam ao som das vogais), cantando e associando cada sílaba, na formação das palavras, assegura às crianças, um bom alicerce para a formação de orações, com as quais elas constroem o seu pensamento. Infelizmente, em boa parte das escolas, por conta da "modernidade acadêmica" pulamos alguns degraus e tentamos começar a construção da casa (do conhecimento) pelo telhado.
Abandonamos a "Cartilha" e partimos diretamente para a dissertação, para a narração, para a descrição, esperando que a criança consiga entender osmoticamente as diversas relações textuais.
Como resultado, na prática, produzimos analfabetos desmotivados que são incapazes de expressar-se corretamente ou compreender textos com alguma complexidade.
Retiramos, como defende a "escola italiana" o lúdico do processo e mecanizamos os resultados, sem perceber que, com isso, "tiramos o mel" com o qual atraíamos os jovens para a leitura.
Tentamos ensinar Wagner antes de terem ouvido Straus, Tchaikovsky, Mozart ou Bach. Abandonamos a música, os jogos do "faz de conta", as encenações coreografadas e tudo o mais que teria essa função, substituindo este modelo por jogos eletrônicos que matam a imaginação.
Nossos jovens nunca ouviram "O trenzinho do caipira" do saudoso Villa Lobos que, aliás, nem sabem quem foi.
Fazemo-los assitir ao filme sem antes terem lido o livro no qual se inspirou.
Como no "Exterminador do Futuro" matamos a Emilia, a Tia Anastácia, o Visconde de Sabugosa e, junto com eles a poesia e o desejo de aprender.
O resultado, todos conhecem...

Professor Orosco

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

UMA QUESTÃO DE HERMENÊUTICA



Desde há muito venho discordando da transcrição de um trecho de uma das principais orações do ecumenismo cristão, O  Pai Nosso, recorrente em praticamente todas os encontros religiosos:
Nesta oração, costuma-se dizer: “Não nos deixei cair em tentação...” que, particularmente,  sempre preferi compreender e pronunciar como “Não nos deixeis caídos em tentação...”, considerando que cair é um ato decorrente do processo da aprendizagem para caminhar (neste caso, em direção ao coração do Pai Celestial).
Faço isto, em concordância com o que foi descrito no Evangelho de São João 8: 1-11, onde Jesus, ao se negar a condenar a mulher que lhe fora apresentada como adúltera,  reconheceu que todos são passíveis de cometer pequenos deslizes e que, nem por isso, são pessoas condenáveis, sendo o importante, neste caso, não persistir no erro.
Faço isto, também, corroborado pelo estudo exegético dos Textos de Santo Agostinho, De Civitate Dei (A Cidade de Deus) onde, em  9: 1, podemos ver que ele coloca, textualmente: “Dado não haver fiéis, cuja vida, por irrepreensível que seja, às vezes não ceda aos instintos carnais e, sem cair na enormidade do crime, no abismo da libertinagem, não se abandone a certos pecados, raros ou cometidos com frequência inversamente proporcional à gravidade...”
Assim, ainda que pairem opiniões discordantes, solicito aos crentes e estudiosos do assunto, uma profunda reflexão sobre o tema, principalmente em uma época repleta de Fake News e de opiniões xenofóbicas, preconceituosas e racistas, que nada mais fazem além do que separar irmãos e promover a discórdia entre os “homens de boa vontade”.

Professor Orosco

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

A HISTÓRIA QUE SE REPETE

A esquerda chegou ao poder prometendo aquilo que não podia dar, num populismo irresponsável, que fragilizou a economia e provocou uma enorme recessão. 
Foi substituída pela direita, que também prometia aquilo que não podia dar, retirando benefícios sociais das camadas mais pobres, mas mantendo as regalias de algumas categorias de servidores públicos, o que só agravou a situação. 
Deu no que deu: 
A inconsequência dos dois extremos, ambos se valendo de propostas populistas, desconectadas de um programa de recuperação nacional, agravou um estado de animosidade geral que talvez só possa ser contida às custas da supressão dos direitos políticos e das liberdades democráticas. 
Um retrocesso que deixará a América Latina ainda mais distante do restante do mundo civilizado, dividida em novas Capitanias Hereditárias, que serão, novamente, exploradas por grandes corporações, ávidas por retirar daqui o seu quinhão de batatas. 

 Professor Orosco

sábado, 12 de outubro de 2019

O DIREITO AMBIENTAL DAS CRIANÇAS DE TODAS AS IDADES. 

A defesa das questões ambientais não é para defender o planeta ou outras espécies, sejam elas animais ou vegetais. 
Eles não só não precisam de nós, como, talvez, estivessem melhor se não houvessem humanos a lhes retirar ou destruir os ecossistemas que habitam. 
A defesa das questões ambientais é para defender o direito de existir dos nossos filhos e netos, assegurando-lhes um ambiente o mais sadio possível. 
Neste dia das crianças, pensem nisso, e dêem-lhes, como presente, um futuro melhor.

Professor Orosco

terça-feira, 17 de setembro de 2019

ESTAMOS SÓS

Num mundo globalizado, sob o domínio das redes sociais, onde contabilizamos várias páginas para poder abrigar dezenas de milhares amigos virtuais, o homem nunca esteve tão solitário.
Preocupado em postar tudo, na esperança de despertar a atenção para si, frustra-se e decepciona-se ao perceber que não faz falta a ninguém; ao constatar que todos estão ali para serem vistos e não para ver. Percebe-se só e cai em depressão.
Muitos suicidam-se anualmente (mais que a soma das guerras e acidentes) por não aguentar a solidão e a pecha de inutilitário; outros tentam mudar de vida, buscar velhos amigos, novos amigos, mas já não sabem como. Sabe que seu grito de lamento não será ouvido e embora deseje que ele seja compartilhado, resigna-se com os poucos "likes" que recebe. Neste mundo globalizado o homem aprendeu a escrever, mas esqueceu de ler assim como esqueceu de sorrir.
Já não viaja mais pelas páginas nas quais navegou o Nautilus, ou nas cinco semanas em um balão, cruzando o continente africano. Esqueceu-se do seu pé de laranja lima e até do sítio do pica-pau amarelo.
Deixou a poesia, abandonou a música e recolheu-se ao fundo da caverna.
Não como o super homem de Nietzsche, mas como o ignorante denúnciado por Platão. Nunca ouviu falar de Dersu Uzala, e sequer sabe que terá o mesmo destino.
Já é tarde.
Cruzamos o Cabo da Boa Esperança.
Não há retorno.
Neste mundo globalizado,
Estamos sós.

 Professor Orosco

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A CONQUISTA DA LUA

Estando a poucos dias da data em que comemoraremos os 50 anos da conquista lunar, tive a oportunidade de ler um conto sobre o assunto, que simplesmente achei maravilhoso:

Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin aterrissaram na superfície da Lua. Nos meses que antecederam sua expedição, os astronautas da Apolo 11 treinaram em um deserto remoto similar ao da Lua, no oeste dos Estados Unidos. A área é o lar de várias comunidades indígenas, e existe uma história – ou lenda – descrevendo o encontro entre os astronautas e um dos habitantes locais.
Um dia, enquanto estavam treinando, os astronautas se depararam com um velho índio. O homem lhes perguntou o que eles estavam fazendo lá. Eles responderam que eram parte de uma expedição de pesquisa que em greve viajaria para explorar a Lua. Quando o velho escutou isso, ficou em silêncio por alguns instantes e então perguntou aos astronautas se eles poderiam lhe fazer um favor.
- O que você quer? – eles perguntaram.
- Bem – disse o velho -, as pessoas da minha tribo acreditam que a Lua é habitada por espíritos sagrados. Eu estava pensando se vocês poderiam transmitir a eles uma mensagem importante para o meu povo.
- Qual é a mensagem? – perguntaram os astronautas.
O homem proferiu algo em sua língua natal e então pediu que os astronautas repetissem de novo e de novo, até memorizarem corretamente,
- O que significa? - Os astronautas perguntaram.
- Ah, não posso lhes dizer. É um segredo que só a nossa tribo e os espíritos da Lua podem saber.
Quando voltaram à base, os astronautas procuraram e procuraram até encontrar alguém que sabia falar a língua tribal e lhe pediram para traduzir a mensagem secreta. Quando repetiram o que haviam memorizado, o tradutor começou a gargalhar. Quando se acalmou, os astronautas perguntaram o que significava. O homem explicou que a frase que eles memorizaram com tanto cuidado queria dizer: “Não acredite em uma única palavra do que essas pessoas estão lhe dizendo. Eles vieram roubar suas terras”.

Professor Orosco
Extraído do livro Sapiens de Yuval Noah Harari

quarta-feira, 26 de junho de 2019

A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E DO GÁS NATURAL

Mais um livro revisado e agora publicado no formato e-book na amazon.com.br.  
É o quarto em formato e-book de uma previsão de pelo menos dez para este ano.
Este é destinado a todos os estudantes de química, engenharia petroquímica e similares, ou simplesmente a pessoas que procuram conhecer um pouco mais sobre esta importante comódite, em nome da qual foram (e ainda são) travadas as maiorias das guerras nos últimos 50 anos e sobre a qual estão em curso importantes discussões no Congresso Nacional.
É só digitar o código ASIN: B07TLF8KCP para poder visualizar e/ou comprar.
Espero que gostem

Professor Orosco

quarta-feira, 24 de abril de 2019

CROMOTERAPIA CIENTÍFICA




É gratificante saber que o resultado de nosso trabalho e nossas pesquisas nos últimos 30 anos estão despertando o interesse das pessoas.
Alcançamos o primeiro lugar entre os e-books mais vendidos pela Amazon na área de eletromagnetismo.
Também alcançamos o 18º lugar entre os mais vendidos na área de Elétrica e Eletrônica Profissional e Técnico e ainda o 75º lugar nas áreas de Ciências, Matemática e Tecnologia.

O ENGODO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Todas as propostas apresentadas, não só aqui, mas em todo o mundo regido pelo modelo capitalista cometem um "equívoco" (se é que podemos dizer "um equívoco") ao propor um sistema previdenciário pautado na contribuição compulsória de todos os trabalhadores e da contrapartida das empresas, capaz de sustentar aqueles que, atingindo uma idade mínima ou um tempo de contribuição, podem aposentar-se.
Tal "engano" foi cometido inicialmente, ao acreditar-se que a população mundial cresceria exponencialmente e que a longevidade seria contida aos indicadores do começo do século passado.
Ou seja, teríamos uma grande quantidade de jovens ingressando no trabalho (muitos filhos por família) e aposentados morrendo cedo. Isso aconteceu por um período razoável de tempo, mas hoje já não é assim.
As famílias têm poucos filhos e graças as melhorias fitosanitarias e ao avanço da tecnologia, principalmente nas áreas de saúde, as pessoas estão vivendo mais. Isso significa que a pirâmide se inverteu e que a massa de trabalhadores que entra no mercado, quase sempre com salários aviltados, já não consegue fazer frente às necessidades da massa humana que se aposenta ou que fica inativa (em termos contributivos para o sistema), isso sem contar o gigantesco contingente de pessoas desempregadas, um indicador cujos índices irão continuar crescendo de forma vertiginosa, principalmente por conta da automação e do emprego das novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, por exemplo.
Acrescente-se ainda as distorções dos rendimentos auferidos entre a elite do funcionalismo público e a grande maioria da população.
Assim sendo, qualquer ajuste nas contas, por mais traumático que seja, no curto prazo, quiçá no médio prazo, já se mostrará insuficiente e demandará maiores sacrifícios.
E dizer, seja como for, terá apenas um caráter paliativo que esconderá momentaneamente o erro do modelo previdenciário adotado.
A solução é, portanto, clara, evidente e necessária.
Este modelo precisa ser substituído por outro que contemple esta nova situação.
Um modelo que, por exemplo, assegure uma "renda mínima" (quase nos moldes propostos pelo Senador Suplicy) a todas as pessoas que cheguem a determinada idade ou que não tenham condições de subsistência, independentemente de terem contribuído ou não ao longo de suas vidas, financiado por um imposto específico, pago por todas as pessoas, indiscriminadamente, e que pode ser (embora não desejável) reforçado por uma tributação específica de empresas ou ainda (este sim desejável) das atividades de ganhos de capital meramente especulativo, como aplicações em bolsas de valores, ou também aquelas atividades pautadas na prestação de serviços, como bancos ou seguradoras.
Não uma aposentadoria que assegure a manutenção de seus salários ou que possa servir para garantir privilégios, mas uma renda mínima que assegure a todos, as condições mínimas de sobrevivência com dignidade.
Uma renda que poderia, também, ser assegurada, levando-se em consideração algumas variantes, como, por exemplo, o tempo de contribuição do Imposto, a escolaridade de cada um (incentivaria as pessoas a estudarem), etc., mas que seria limitada a um valor máximo (digamos de três ou quatro vezes o menor valor, e não mais que isto), independentemente da condição do trabalhador (do setor público ou privado).
Assim, o valor desta renda mínima poderia, a critério de cada um, ser complementada por um sistema de capitalização qualquer, de previdência privada, ou de investimentos realizados ao longo da vida, segundo seu empenho e esforço individual.
Essa possibilidade inibiria, de certa forma, a passividade e o acomodamento das pessoas, que veriam nela, a oportunidade de assegurar a manutenção de seu padrão de vida, no momento em que atingissem a idade de aposentadoria.
Esta é apenas uma ideia que, reconheço de antemão, pode, sem dúvida alguma, ser aprimorada e melhor trabalhada em uma discussão pública e mais abrangente.
No entanto, o fato determinante e que não pode ser negado, é que o modelo atual não serve mais e que, portanto, estamos perdendo tempo com remendos e curativos que não vão estancar a sangria do sistema, embora um ajuste, agora, nos permita condições de fazer uma transição menos traumática para um novo modelo, capaz de fazer frente aos desafios do futuro.

Professor Orosco 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

A FALÊNCIA DO ENSINO NO BRASIL

Como cobrar resultados de uma população que mal aprendeu a ler ou interpretar textos de baixa complexidade, a começar por aqueles encarregados de ensinar tais atividades. 
Boa parte de nossos professores não sabem ler e escrever, e pior, não querem fazê-lo, contentando-se apenas em reproduzir conteúdos simplistas que podem ser encontrados no Google.
Boa parte deles sequer consulta sites acadêmicos para reforçar seus argumentos em salas de aula.
Junto com a tecnologia, aliando-se a ela, veio a preguiça mental, tornando não apenas a juventude, mas o grosso de nossa população, peritos em Whatsapp e Facebook, mais interessada em opinar do que em se informar acerca daquilo em que emitem opiniões.
Youtuberes substituindo pesquisas e livros, a tal ponto que livrarias e editoras estão simplesmente encerrando suas atividades.
Substituindo ao invés de complementar.
Eu sempre disse que estávamos formando engenheiros que passariam fome, estando em uma roça de mandiocas.
Hoje, acrescento a isso também as batatas, simbolizando a total falência do ensino no Brasil.
Aqui, o total desinteresse pelos "fundamentos" explica as ações liberais dos governos locais que fecham bibliotecas e museus, tidos por desnecessários, na maior parte do país, ressaltando-se porém a heroica resistência de alguns Estados do Norte e do Nordeste que, preteridos do pseudo desenvolvimento industrial, ainda investem maciçamente na formação e na qualidade acadêmica de seus jovens.
Se não repensarmos nossas prioridades, nosso futuro será sombrio.
Durante a Revolução Francesa, Condorcet alertou aos líderes revoltosos que o povo só seria realmente emancipado se tivesse acesso à educação de qualidade.
Foi preso e suicidado por conta disso, tendo sido sua mensagem alterada para assegurar apenas a formação básica a todos e a de qualidade apenas à elite que, bem alimentada, poderia aproveitá-la melhor.
Quase o mesmo que fizemos com Paulo Freire por aqui.
Professor Orosco

quinta-feira, 11 de abril de 2019

LIVROS PUBLICADOS

- COMO HAVIA COMUNICADO ANTERIORMENTE, MEUS TRÊS PRIMEIROS LIVROS REVISADOS JÁ SAÍRAM DO FORNO E JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS NO SITE DA AMAZON.COM




- BASTA INSERIR O CÓDIGO DE CADA UM DELES PARA PODER COMPRAR.
ESPERO QUE GOSTEM

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

AUSÊNCIA DE FUTURO

Quando as pessoas se sentem inseguras e não vislumbram um futuro promissor, geralmente se apegam a dogmas religiosos que as confortam, ainda que estes sejam apenas anestésicos para o momento que vivem.
Já disseram uma vez que "A religião é o ópio do povo".
Nada contra os que se valem dela para os momentos de crise, pois acredito que essa válvula de segurança seja salutar, inclusive como forma de superar sensações de perda.
O problema é que, como o ópio, sem o devido senso crítico, o uso e abuso deste importante instrumento de apoio, tende a promover o vício e corromper a capacidade de pensar, transformando os usuários em zumbis, que andam de um lado para o outro, em busca de cérebros para comer.
Nos recentes casos de Brumadinho e do trágico acidente que vitimou o jornalista Ricardo Boechart e o piloto do helicóptero em que viajava, vimos aqui nas redes sociais um exemplo disso.
O livro sagrado é um ótimo livro, mas é só um dentre os muitos que ajudam a confortar os enfermos e, embora seja muito importante, sozinho não consegue mudar o futuro das pessoas, que precisam, à sua vez, realmente desejar mudar e trabalhar para isso. Frequentar uma boa escola, muitas vezes ajuda mais do que ir à igreja, embora uma coisa não invalide a outra.
Ou seja, as duas são importantes e se complementam.
O fanatismo, qualquer que seja ele, ao invés de assegurar, só promove a ausência de futuro.

Professor Orosco

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

AVISO AOS NAVEGANTES

Depois de pouco mais de 73 mil acessos em meu blog, decidi retirar do ar as publicações gratuitas dos meus livros que, doravante, poderão ser encontrados, já revisados, nas livrarias ou em formato digital.
Como são mais de 100 títulos, este ano estarei me dedicando à tarefa de organizar todos eles e, à medida que estiverem revisados, vou informando.

Professor Orosco.

domingo, 23 de dezembro de 2018