quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O "LILICO" ESTAVA CERTO

“Se gritar pega ladrão

Não fica um meu irmão,

Se gritar pega ladrão

Não fica um ... “



Ontem, dia 09 de Novembro, assistimos assustados à veiculação da notícia de que o Banco Panamericano (ligado ao grupo Silvio Santos) precisou de recursos de um fundo de crédito estabelecido para emergências.

Isto ocorreu porque o banco emprestou muito mais dinheiro do que podia e, virtualmente quebrou.

Até ai nada de mais ou anormal, não fosse a peculiaridade deste banco, que opera na linha de crédito de financiamentos populares para compra de carros, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que recentemente foi alvo de um movimento de compra por parte da Caixa Econômica Federal que adquiriu 49% do seu capital votante.

A pergunta é: Como a Caixa Econômica Federal, com aval do Banco Central, comprou um banco quebrado que praticou fraude contábil ?

A resposta, bem fácil de entender, nos leva ao grande humorista Lilico que sob acompanhamento de seu tambor gritava ao sair de cena, os versos do samba acima, junto com o seu “Tempo Bom, não volta mais, saudade...”, no programa dirigido pelo saudoso Manoel da Nóbrega “ A praça da Alegria”, na época apresentada na TV Record e que curiosa e coincidentemente agora é apresentada com o título de “A praça é Nossa”, por seu filho no SBT ( canal do Silvio Santos , dono do Panamericano ).

Mas vamos lá:

O governo, para fabricar seu “milagre econômico/eleitoral” alardeou o gigantesco crescimento social das classes C, D, E, F, G e H para a classe média, constatado pelo consumo cada vez maior de bens duráveis como automóveis e eletrodomésticos ( lembremo-nos de que nos Estados Unidos antes da crise eram casas ) financiados por condições especiais e com um endividamento de longuíssimo prazo, proporcionado fraudosamente por bancos como o Panamericano.

Para evitar a quebra e manter acesa a chama do populismo em que as classes C e D almejam alcançar o patamar B, o governo fez vista grossa e de lambuja participou da fraude, drenando recursos do povo que paga impostos e poupa, para não só comprar, mas ampliar a “ação social” do referido banco privado.

Agora consigo até entender o porque do convite feito por Silvio Santos para o Lulla participar do Teleton e o porque de seu apoio à candidatura Dilma.

Mas sou um otimista, acredito na democracia e na força do Congresso Nacional, onde espero poder ver o recém eleito Deputado Tiririca, ao chegar à tribuna, ter a grandeza de propor uma homenagem a seu colega e profeta Lilico.



Professor Orosco
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