sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ESTE CORPO NÃO TE PERTENCE


A Philip Morris, uma companhia de tabaco que tem ampla atuação na “República Tcheca”, diante de uma iniciativa do governo local de tentar reduzir as despesas médicas advindas dos tratamentos para os efeitos malignos do tabagismo, apresentou um estudo detalhado provando que:
O cigarro mata.
Mata tanto que o governo deveria “reduzir” os impostos e incentivar o tabagismo, principalmente entre os jovens, demonstrando com números uma conta bem simples.
Morrendo mais cedo, apesar dos elevados custos com os tratamentos dos males provocados pelo tabagismo, o governo gasta menos já que economiza com pensões e com aposentadorias além dos investimentos necessários para promover e oferecer qualidade de vida aos idosos.
A economia estimada para o governo Tcheco era algo como U$ 150 milhões/ano.
A poucos dias, um ministro japonês, de 72 anos, reclamou que as pessoas em seu país estão vivendo muito, chegando ao absurdo de viverem mais de 80 anos.
Segundo ele, a economia japonesa não aguenta tanto desperdício, sugerindo que, patrioticamente, seus conterrâneos morram mais cedo.
A Ford, nos anos 70, provou matematicamente aos seus acionistas que, mesmo indenizando as 200 mortes/ano e 200 outras vítimas dos graves danos causados pela falha no projeto do seu carro Ford PINTO, que fazia o carro explodir em casos de colisão traseira, a economia total seria maior do que se precisassem gastar os U$ 11,00 por veiculo para corrigir o defeito.
O ganho seria algo como U$ 100 milhões.
Quem comprasse um PINTO poderia se FORDer, pelo bem da companhia.
Por aqui, tem terras Tupiniquins, o governador do rico estado do Ceará, paga R$ 650 mil para um artista apresentar-se nas festividades da inauguração de mais um, dentre os milhares, de hospitais públicos que ele construiu por lá.
Nem vou falar dos pouco mais de R$ 3 milhões que ele pagou ao “Tenor” em outra ocasião.
Nossa presidente PRESIDENTA anuncia de forma glamorosa a redução da tarifa de energia elétrica, tão necessária ao nosso desenvolvimento.
Modestamente, sequer explicou à população que conseguiu realizar esta proeza sem reduzir a lucratividade das concessionárias e prestadoras de serviços do setor elétrico.
Os pouco mais de R$ 8 bilhões/ano, serão subsidiados pelos cofres públicos, retirados contabilmente do BNDES, via Itaipu, ou de um tal “Fundo sei lá do que” criado para assegurar a estabilidade em momentos de necessidade (principalmente eleitoral).
Isso tudo, sem precisar tocar no assunto das “térmicas”, tidas inicialmente como inimigas do meio ambiente e mais tarde justificadas pela necessidade de consumir o gás que subsidiamos ao governo cocaleiro e ao sucateamento da nossa (não sei se ainda o é) PetrobraZ.
No ano que vem, teremos Copa do Mundo, com direito a bebida nos estádios construídos 201% com dinheiro da iniciativa privada (somos praticamente 200 milhões de consumidores e contribuintes).
Em 2016, teremos Olimpíadas...
Para completar, nosso novo modelo habitacional, em adiantado estágio de gestação, que será oferecido brevemente à população, em substituição ao “Minha Casa, Minha Vida”, racionalizado dos 35m2 por unidade (cada pessoa precisa de um mínimo de 25m2 para morar bem) para pouco mais de l m2 por pessoa ( 2m x 0,5m x 7 palmos de altura ), que talvez se chame “Minha Casa, Minha Morte”, só depende do acordo sobre o número de dias que precisaremos trabalhar a mais para pagar a conta.
Resumindo, entenda e assuma que brevemente vamos todos pro buraco e que ESTE CORPO NÃO TE PERTENCE.

Professor Orosco
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