sábado, 31 de janeiro de 2015

A CHUVA QUE NÃO QUERO


Vejo a tempestade que se aproxima
Seus ventos já se fazem sentir
Mais ao norte, mas nem tanto ao norte
El pueblo ya sentió su suerte

Lá, os sinais já eram claros
Conduzidos como que por "un autobus"
E quem não se atentar para o perigo
Por aqui sua desgraça reproduz

Com ela o alimento ficará escasso
O ir e vir se tornará proibido
Fruto da utopia e do descaso
Que erroneamente não terá sido contido

Esta ilusão de e por melhores dias
Que entorpece a prevenção 
Onde tudo é festa e alegria
Deixará de joelhos a nação 

A tempestade já dá seus sinais
Com raios claros como a luz
Destruindo as empresas vitais
Que nossa riqueza produz

Só o tolo espera pela bonança 
Como se fosse coisa boa
Melhor seria não haver tempestade
E isso não é coisa a toa

Como poeta lamento não poder mudar o vento
Uma vez que sozinho me sinto ao relento 
Mas com coragem e neste meu último alento
Previno-lhe para que tente ficar atento 

A tempestade está chegando
Já deve ser tarde para impedi-la 
O jeito é continuar tentando 
Para ao menos poder reduzí-la

Professor Orosco

Postar um comentário