terça-feira, 10 de março de 2015

CUIDADO PARA NÃO SER ENGANADO OUTRA VEZ

Pensei bastante antes de me manifestar sobre o momento atual, mas, mesmo correndo o risco de não ser compreendido, sinto ser meu dever de cidadão, colocar aos amigos a minha opinião.
Durante o processo eleitoral que se encerrou em novembro do ano passado, a maior parte da população brasileira, desatenta, acabou enganada por uma proposta desconectada da realidade, que visava apenas o sucesso no pleito.
Data vênia , se a proposta fosse verdadeira certamente não lograria êxito, uma vez que a população, desatenta, votaria naquilo que desejava ouvir e não naquilo que se mostrasse necessário ao país.
Como sempre, ela prefere a "lei do menor esforço".
"Se alguém se propõe a resolver meus problemas, sem custos e ainda me propiciando algum lucro, voto nele, não importando qual seja a sua proposta."
Como consequência, compramos gato por lebre.
O problema é que não reconhecemos nosso equívoco e, novamente, procuramos outro "Salvador" que resolva os nossos problemas, sem custos e que ainda nos ofereça algum lucro.
Falar em Impeachment, quebrando as regras do jogo, sem um motivo real que comprove a improbidade no exercício do cargo, é incorrer novamente no engano.
Se forem comprovadas as faltas, o impeachment será legal, mas só e somente se forem comprovadas as faltas.
Haver dito o que todos queriam ouvir, não se mostra, por ora, motivo suficiente.
As medidas e econômicas tomadas para o ajuste da economia, embora duras e negadas anteriormente no período eleitoral são necessárias e, qualquer que fosse o eleito, precisariam ser adotadas.
Os que votaram contra, sabiam disto e não se deixaram enganar.
Mas, embora certos, foram democraticamente derrotados por aqueles que não queriam saber.
Agora não tem jeito.
Precisamos aguardar uma nova oportunidade, legalmente agendada para 2018, para procurar acertar.
Devemos, por ora, manter a pressão para que a Polícia Federal e Justiça façam seu trabalho investigativo, e logrem alcançar as provas reais dos crimes.
Tentar mudar as regras do jogo, a exemplo de 1964, seria pular do caldeirão para cair diretamente no fogo.
É o preço a pagar pela nossa alienação.


Professor Orosco.
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