terça-feira, 18 de agosto de 2015

7 DE SETEMBRO

Passadas poucas horas da última manifestação popular que pedia o impeachment da presidente, alguns grupos já se apressaram em marcar outra, desta feita para o sete de setembro.
Planejam realizar novo protesto em um momento especial da nação, onde se comemora o dia da pátria, de tal sorte que poderemos ter, casuisticamente, um desfile cívico do povo sem políticos ou dos políticos sem o povo.
De qualquer forma, um momento típico, de um povo acéfalo e preguiçoso que alega haver eleito políticos de pouca honra, corruptos por natureza, e que agora querem destituir.
Acéfalo porque não pensou para votar, preguiçoso porque não quis saber em quem estava votando.
Analfabetos, mesmo os funcionais que, entre goles de cachaça, cerveja ou whisky, e note-se que não discriminei nenhuma classe social, pouco se preocuparam com o coletivo, contentando-se em expressar, nas urnas, apenas seus desejos e interesses pessoais.
Filhos de uma democracia doentia, que nada tem de politéia grega, exortada por todos aqueles que se dispuseram a estudá-la.
Filhos de uma pátria que jamais leram Viriato Correia, em seu Cazuza, o original, e que pouco sabem sobre ela.
Sobre uma pátria que não é só chão, que não é sequer nação.
Que é mais que território, que é também gente.
Gente que foi, que é e que será,
Mais que um povo, uma emoção,
Uma paixão, um time do coração,
Mais que religião, pura adoração.
Que é gente de peito estufado a bradar um grito de esperança.
Que é orgulho de caboclo que vislumbra a mata, 
Que sente o cheiro do ar e que bebe a água do rio.
Uma pátria sofrida que ostentando seu lábaro estrelado, clama pelo socorro dos seus filhos que, empunhando a clava forte da justiça, dizem não fugir à luta.
Filhos de uma pátria chamada Brasil.

Professor Orosco
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