quinta-feira, 9 de abril de 2020

A INFLUÊNCIA DE HEGEL NO PENSAMENTO DE MARX

Ao lançar-se ao mundo como uma consciência para si, de forma desejante e comprometida por conceitos seus, singulares, próprios, adquiridos e simbioticamente fundidos no seu Ser-Em-Si, esta consciência se depara com o Outro, que também sofre do mesmo mal.

Assim, para que possa ocorrer uma interação propositiva, que venha a sintetizar os conceitos pré-estabelecidos ou que porventura sejam antagônicos, o Absoluto, a Razão, como mola propulsora da consciência do Ser, que se reconhece como tal, precisa alijar sua individualidade, aceitando a universalidade que se prosta à sua frente.

E dizer, aceitar a virtude, como uma disposição da alma que nos induz a praticar o bem, como o essencial da lei, onde o ser individual deve disciplinar-se sob o universal, o verdadeiro bem em-si.
Uma disciplina que, como valor moral se submete à ética e extirpa, com seu sacrifício, a individualidade frente ao curso do mundo.

"O bem de um, ou de poucos, não deve sobrepor-se ao bem de muitos, ou de todos"
Ao aceitar proteger o universal, essa consciência de-si, assegura para si a mantença daquilo que é vital ao seu particular.

Professor Orosco.

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