quarta-feira, 23 de junho de 2010

POLÍTICA PUBLICA

Grandes pensadores e filósofos do Período Clássico da Antiguidade, já discursavam sobre a ética e a política. Esta ultima era definida como a ciência que tem por objeto a felicidade humana devendo haver ética no alcance na igualdade e na civilidade para obtenção de qualidade de vida.

Na filosofia aristotélica, havia a sistematização do conceito de felicidade em relação a felicidade individual e a felicidade coletiva do homem na polis, sendo a última o objetivo da política. Assim sendo, política era o exercício do poder, com o objetivo de conduzir ao bem estar coletivo.

Situava-se então, no âmbito das ciências práticas, ou seja, naquelas que buscavam o conhecimento como meio para a ação visando a felicidade ¨erga omnis¨.

Assim como cidadãos e tendo a palavra cidadania origem latina (¨civita ¨), o legado greco-romano nos remete a Liberdade, Igualdade e Civilidade.

O cidadão era apenas um homem nascido no solo das cidades que tomava parte nas funções legislativas e judiciárias.

No século V a.C. desenvolvem - se os conceitos de cidadania e democracia, e como já dito, haja visto no conceito aristotélico a ética é o comportamento individual de reconhecimento coletivo, e a política é o comportamento coletivo de reconhecimento individual..

Uma das razões para a dificuldade da construção da cidadania no Brasil está ligada ao "peso do passado", mais especificamente ao período colonial (1500 -1822), quando os portugueses tinham construído um enorme país, dotado de unidade territorial, lingüística, cultural e religiosa, criando um Estado Absolutista.

Foram 322 anos, sem poder público, sem Estado, sem nação e cidadania.

Abaixo, exibe-se a evolução da cidadania no Brasil de maneira cronológica:

1822 - Independência do Brasil, e a criação de um Estado e de uma Nação.

1889 - Proclamação da República, e o desenvolvimento do conceito cidadão.

1930 - 1937 - Era Vargas e Estado Novo, quando acontece a Revolução dos direitos sociais.

1945 - Na Nova República, surge a Democracia com populismo e nacionalismo.

1988 - Constituição Federativa do Brasil – Reconhecimento dos direitos individuais e coletivos.

A bem da verdade podemos considerar que a idéia de nação soberana, instalou-se no Brasil com a chegada de Dom João VI em 1808, experimentando o povo pela primeira vez a sensação de ter um Monarca presente, ter imprensa oficial, abertura dos portos, etc.

Outra dificuldade está relacionada com os breves períodos de liberdade experimentado pelo povo no interstício temporal pós independência/república, uma vez que sucessivos golpes e posturas ditatoriais suprimiram boa parte da vida desta nossa jovem nação.

Hoje, no limiar do século XXI, novamente nos aproximamos do período eleitoral, onde, exercendo seu direito e seu dever, os cidadãos podem opinar sobre o futuro que desejam para nosso país.

Inúmeros são os desafios e constantes os perigos de um retrocesso, tal a magnitude dos esforços de grupos poderosos que almejam perpetuar-se no poder, valendo-se de populismos e gigantescas verbas midiáticas.

Cabe a nós, A CADA UM DE NÓS, vigiar e guardar, fazendo valer o resultado de um sufrágio que realmente espelhe a vontade do povo, de maneira livre, soberana, igualitária e fraterna.


         ***      Agradecimentos a meu irmão Luis Carlos Bósio que, por seu trabalho, pesquisa e elaboração, formatou o corpo de boa parte deste meu artigo.
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