segunda-feira, 30 de abril de 2018

UM TRISTE PRIMEIRO DE MAIO



Aproveitando a oportunidade que se apresenta neste primeiro de Maio, o dia do trabalho, quando contabilizamos algo como 14 milhões de pessoas desempregadas no país, gostaria de colocar aos amigos, como uma triste constatação, a de que, como consequência inevitável do avanço tecnológico e da respectiva automação na indústria e no campo, chegaremos brevemente aos 25 milhões de pessoas desempregadas no país.
Ou seja, o que agora se mostra ruim, irá piorar e muito, independentemente do governo que venha a ser eleito.
A próxima eleição apenas representará se abrimos o paraquedas para continuar afundando mais devagar ou se continuaremos em queda livre para o fundo do poço.
Uma trágica realidade que poderia ter sido amenizada se houvéssemos realizado as reformas educacionais que  décadas atrás já se mostravam urgentes.
Nada mudou ou mudará nas próximas décadas, ou melhor, mudará para pior.
Enquanto o mundo fala de criptomoedas, comunicação quântica, sintetizadores de alimento e oferta de energia limpa e ilimitada, nós aqui, neste primeiro de maio, continuamos discutindo se um criminoso, traidor da pátria e da esperança de milhões que o elegeram, acreditando em suas promessas, deve ou não continuar preso pelos crimes comuns que cometeu contra o erário e à boa prática de gestão da coisa pública.
Enquanto o mundo avança em progressão geométrica, nós não só paramos no tempo, como estamos regredido na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Uma sociedade em que o Superior Tribunal declarando-se, não o guardião, mas o intérprete da Constituição, faz dela um jogo de interesses a serviço de oligopólios e das forças mais retrógadas que se possa pensar.
Distanciamo-nos exponencialmente do primeiro mundo.
Pior que isso, esquecemos como se plantam as batatas, o merecido prêmio dos vencedores.
Um primeiro de maio em que os sindicatos estão muito mais preocupados em conseguir liminares para continuar ilegalmente confiscando um dia de trabalho por ano de cada trabalhador, sob a infame desculpa de que trabalham em seu favor e não em causa de um pequeno grupo de dirigentes corruptos e muitas vezes ligados ao crime organizado.
Um triste primeiro de maio, com nada para comemorar.

Professor Orosco





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