sábado, 8 de setembro de 2018

JUSTO E PERFEITO


Quando pequeno, vindo de uma família pobre, ficava a me perguntar porque meu querido pai precisava sair de casa às 4:30 da manhã para trabalhar.
A imagem dele vestido com um capote surrado, um chapéu velho e uma botina ainda mais velha, saindo na chuva, no escuro da noite, carregando sua maleta onde levava uma marmita, ainda é nítida em minha memória.
Minha mãe dizia que ele fazia isso para sustentar a família e garantir que eu pudesse estudar.
- Para que eu pudesse estudar!
O amor que sentia por ele era tão grande, que acreditei que a única forma de recompensá-lo seria me tornar um aluno muito aplicado (o melhor da classe) e assim justificar que seu esforço não era em vão.
Tirar uma nota inferior a 10 era impensável para mim. Se o fizesse estaria faltando ao meu pai.
Acabei me formando, casei e tive filhos, que ele chegou a conhecer.
Hoje já tenho netos.
Não sou rico, nem pobre.
Tenho o que preciso, nem mais, nem menos.
Aprendi com ele.
Seu exemplo, mesmo após seu passamento, ainda são o meu norte.
Se um dia, em minha vida, eu conseguir ser, ao menos a metade do Homem que meu pai foi, já me darei por satisfeito.
Dito isto, coloco-me a refletir :
Para viver bem, preciso 3 camisas, se puder ter 10 ou 20, melhor. Mas precisar mesmo, só três.
Preciso 3 pares de sapatos. Se puder ter mais, melhor, mas precisar mesmo, só três.
Preciso assegurar que eu e que os meus tenhamos 3 refeições por dia.
Se pudermos ter mais, seria ótimo.
Mas precisar mesmo, só três.
Valores para uma vida comedida.
Assim, desejando saúde a todos por 3 x 3, encaminho meu T.'.F.'.A.'. a todos os meus irmãos, com a recomendação de que gozem a vida com prudência e moderação, lembrando que a verdadeira amizade e o espírito de solidariedade são os pilares que edificam uma sociedade justa e perfeita.

Professor Orosco
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