sexta-feira, 14 de novembro de 2014

SOBRE AS REVOLUÇÕES

Lendo um capítulo do livro de Tocqueville sobre o "Antigo Regime", acerca da Revolução Francesa, pude perceber que aqueles que, filosoficamente, deram os sustentáculos morais, libertários, para a instalação da revolução, quando esta é deflagrada e, diante da destruição que promove, acabam, como acusado por Antonio Gramsci, sendo chamados para organizar a nova sociedade, que emerge do seio do povo, inculto, seduzido pela proposta de um futuro melhor.
Aconteceu lá, aconteceu aqui.
Os mentores, como Rousseau e Voltaire não gozaram do poder que sonharam para o povo, assim como nossos Ulisses e Montoro.
Lá Robespierre e Danton levaram-na adiante.
Aqui, Brizola, Darci Ribeiro, Salomão Malina e Covas carregaram-na nas costas.
Lá, a contra reforma , termidoriana, sufocou boa parte dos ideais, resgatados pela grandeza de Napoleão.
Aqui, a reforma foi sufocada por Roberto Marinho e seu Collor de Mello, resgatada em parte por Fernando Henrique, ainda que ameaçada por Sarnei, Renan e outros como eles.
Tanto lá, como aqui, vimos surgirem caudilhos oportunistas, que encarnaram o desejo do povo e dele se locupletaram para benefício próprio.
Lá, Napoleão III, mostrou-se um fraco, que foi deposto e, com sua queda, possibilitou a revitalização dos princípios revolucionários que tornaram a França um pais melhor.
Aqui....

Professor Orosco
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