terça-feira, 5 de julho de 2016

NIETZSCHE ERA REALMENTE UM LOUCO?

O homem contemporâneo, vítima de uma sociedade que valoriza a concorrência, considerada uma obrigação boa, em detrimento da cooperação, vê-se impossibilitado de caminhar com suas próprias pernas e, como consequência, foge daqueles que podem ensiná-lo a conquistar uma vida autônoma.
Maltrata o professor e a todos os que, tendo vislumbrado a luz, retornam ao fundo da caverna para socorrê-lo, preferindo viver numa sombra metafísica que só faz aumentar sua alienação e dependência de um pequeno grupo de caciques e sacerdotes que, hegemonicamente exercem seu mando e poder.
Sente nojo do mundo e menospreza a vida, sua e dos outros, desejando socraticamente que ela termine.
Deixa de sonhar e de ouvir seus impulsos vitais que tornavam sua infância inocente e feliz.
Tenta, ainda que em vão, suprimir sua vontade de potência, em busca de um valor de verdade que está, única e exclusivamente, dentro de si, 
aceitando, passivamente, fazer parte do rebanho.
O homem contemporâneo, senhor da ciência, com a qual espera poder dominar o mundo, que não se reconheça como ser contingente, finito é frágil, desperdiça a existência e a oportunidade de viver de uma forma autêntica e plena.

Professor Orosco 
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