segunda-feira, 21 de abril de 2014

O RENASCIMENTO


            Renascimento ou Renascença foram os termos usados para identificar o período da história que compreende desde os fins do século XV a meados do século XVI, caracterizado por profundas transformações em muitas áreas da vida humana, que encerrou a Idade Média e deu início à Idade Moderna.
            Chamou-se Renascimento em virtude da redescoberta e da revalorização das referências culturais da antiguidade clássica.
            O florescimento cultural e científico renascentista abriu para o homem o caminho para o desenvolvimento de uma nova atitude diante da vida, enxergando as belezas naturais do mundo como coisas a serem desfrutadas.
            O desenvolvimento da filosofia renascentista foi influenciado por uma série de acontecimentos ocorridos nos séculos XIV e XV, que trouxeram muita instabilidade política para a Europa, como a transferência da sede pontifícia para Avignon, por Clemente V, que provocou o “Cisma da Igreja Católica” (1378/1418), chegando-se a ter, certa vez neste período, 3 pontífices simultâneos (Bento XIII, Gregório XII e João XXIII);do início de um longo período de hostilidades entre a Inglaterra e a França, conhecida por “A Guerra dos Cem Anos”; além da retomada de Bizâncio (Constantinopla) pelos turcos otomanos, em 1453.
            Nesta situação de desordem, o regresso às origens proposto pelo Renascimento, assume um significado histórico e humano, segundo o qual o princípio a que se deve regressar não é Deus, e sim, a origem terrena do homem e do mundo humano.
            Esta nova corrente do pensamento filosófico humano desenvolve-se inicialmente na região da Toscana, na cidade de Florença, espalhando-se, a partir daí, para o resto da Europa, o que, para muitos estudiosos a coloca como restrita à Itália, ou melhor, como um movimento de italianização da Europa.
            Neste período, onde o progresso tecnológico começa a ganhar proporções até então impensadas, onde as matemáticas se consolidam como instrumentos do saber humano, destacaram-se grandes nomes, como Nicolau de Cusa (1401/1464), que defendia a ideia de que o homem não deveria aventurar-se ao conhecimento de Deus, sem antes ter em conta os seus próprios limites, mas que, todavia, a ideia de que nesses mesmos limites, ele pode obter um conhecimento de Deus, garantida pela íntima relação entre ambos.
            Leonardo da Vinci (1452/1519), que considerava a arte e a ciência como um único escopo: o conhecimento da natureza.
            Para ele, a função da pintura era representar para os sentidos as obras naturais, e ele buscava nela, a ordem mensurável da natureza.
            Michelangelo di Simoni (1475/1564), pintor e escultor que, junto de Rafael di Sanzio (1483/1520) são considerados entre os grandes mestres da pintura e da arquitetura da Escola de Florença.
            Nicolau Copérnico (1473/1543), cientista e matemático que conseguiu demonstrar em sua obra de astronomia “De Revolutionibus Orbium Celestium Libri”, publicada pouco após sua morte, o movimento de rotação da Terra em torno de seu próprio eixo; o movimento de translação da Terra ao redor do Sol e o anual do eixo terrestre relativamente ao plano da elíptica, originando a teoria heliocêntrica.
            Johannes Kepler (1571/1630) que descreveu o movimento dos cinco planetas (do grego Planetai, que quer dizer errante) do sistema solar e o movimento elíptico destes em relação ao Sol, assim como a relação das áreas descritas pelo raio vetor (entre o planeta e o Sol) que mantém a proporção em função do tempo gasto para descrevê-las.
            Galileu Galilei (1564/1642) que, como cientista, astrônomo, valendo-se da invenção do telescópio (Hans Lippershey), conseguiu comprovar experimentalmente as alegações defendidas por Copérnico.
            Galileu considerava que o livro da natureza é escrito em língua matemática e os seus caracteres são triângulos, círculos e outras figuras geométricas.

            É atribuída a ele a frase: “A Matemática é o Alfabeto com o qual Deus Escreveu o Universo”.

Professor Orosco
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