segunda-feira, 27 de abril de 2015

ESQUECERAM DO DEFUNTO


Por mais absurdo que possa parecer, esta não é uma estória fictícia, mas sim um retrato da triste realidade aqui no município de São Paulo.
No último sábado, dia 25 de Abril, internamos uma parente nossa, uma senhora de 80 anos no Hospital Estadual de Vila Alpina.
Seu caso era grave e, desde pronto nos preparamos para o pior.
Cabe o registro aqui de que fomos muito bem atendidos no Hospital e que o corpo médico, de enfermagem e de pessoal de apoio se mostrou atencioso e comprometido com o bem estar dos pacientes.
Infelizmente, como previsto, nossa parente veio a falecer no Domingo, dia 26, às 18:00 horas.
Depois de conseguir a papelada, com a assinatura de dois dos médicos presentes, que acompanharam o caso, dirigimo-nos ao serviço funerário, no cemitério da Quarta Parada, para dar entrada aos procedimentos para o velório do corpo e posterior cremação, conforme desejo manifesto, anteriormente, por parte da falecida e de seus familiares.
Mal sabíamos que começava aí uma série de problemas.
Primeiramente, logo após chegar ao posto de atendimento no cemitério da Quarta Parada, onde após uma breve falta de energia, fomos muito bem atendidos por um funcionário de nome Guto que providenciou a documentação, nos mostrou os vários tipos de caixões, os vários planos de sepultamento, etc. 
Até aí, tudo bem, mas só até aí.
Como escolhemos velar o corpo no Velório São Pedro, localizado nos fundos do Hospital onde nossa parente faleceu, e que, fica próximo à residência dela, onde seus irmãos, todos na faixa dos 80 anos residem, fomos informados que só haveria uma vaga para o velório às 11:00 da manhã desta segunda feira, dia 27 de Abril.
Mesmo chateados, entendemos a dificuldade e aceitamos o horário, inclusive porque uma outra opção implicaria em deslocar pessoas idosas, organizar cortejo, etc, o que implicaria em sofrimento adicional aos familiares.
O horário programado para a cremação foi definido, pelos funcionários da funerária e do crematório para as 16:00 horas deste dia 27 de Abril.
Apesar das poucas horas para o velório, também entendemos as dificuldades e, dada a idade avançada dos familiares, concordamos com tudo.
Ocorreu que, o carro que deveria retirar o corpo no Hospital de Vila Alpina às 10:30 horas para conduzir o corpo ao velório, que fica na mesma quadra do hospital, só chegou, após inúmeros telefonemas para o serviço funerário e para a garagem dos veículos de transporte, às12:30 horas.
Percebemos então que o corpo não havia sido arrumado, mesmo tendo levado as roupas solicitadas no domingo à noite, logo após retornarmos do serviço funerário, o que ocorreu por volta das 24:00 horas.
Resumindo, chegamos ao velório, marcado para as 11:00 horas, somente às 13:00 horas.
Velamos nossa parente e, no horário previsto para o translado do corpo do Velório São Pedro para o Crematório de Vila Alpina, que fica a aproximadamente 500 metros de distância, percebemos o atraso dos veículos.
Pacientemente esperamos até as 17:00 horas, quando então, ao reclamar do atraso, fomos informados que houvera um engano e que haviam ESQUECIDO O DEFUNTO, não havendo carro disponível para o transporte.
Após uma violenta ruptura do saco e de meia dúzia de impropérios, finalmente encontraram uma solução, solicitando a colaboração de um motorista do serviço funerário que chegava ao cemitério trazendo outro corpo, para que nos socorresse.
Finalmente, após as 18:00 horas, ao cair da noite, o pessoal do crematório nos atendeu prontamente (não sei se por zêlo ou por pressa, já que éramos os últimos) e conseguimos nos despedir de nossa parente.
Estarei encaminhando, ainda esta semana, ofícios aos Vereadores Abou Anni, Adilson Amadeu, Adolfo Quintas, Alfredinho, Aurélio Nomura, Dalton Silvano, Edir Sales, Eliseu Gabriel, Gilberto Natalini, Jonas Camisa Nova, Juliana Cardoso, Laércio Benko, Marco Aurélio Cunha, Marcos Belizário, Ota, Paulo Fiorilo, Paulo Frange, Ricardo Young e Toninho Paiva, todos conhecidos e com quem já realizei projetos de caráter social e filantrópico, para que fiscalizem e cobrem providências para evitar que este descaso do serviço funerário municipal continue a prejudicar nossa população, ainda mais em um momento de fragilidade emocional.
Encaminharei, por ocasião dos ofícios, cópias da documentação que comprova minha denúncia.

Professor Orosco.


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