quarta-feira, 27 de maio de 2015

QUANDO AS BOMBAS CAÍREM


Acordando de madrugada, primeiramente para aliviar a bexiga e depois, aproveitando o momento, para tomar meu remédio de controle da tireóide, como costumo fazer diariamente, ponho-me a refletir sobre as coisas do mundo, enquanto o sono não vem.
Coisas de quem está ficando velho e, como tal, hoje não poderia ser diferente.
Olhando as postagens no Facebook, esperando encontrar alguns "bom dia" publicados por madrugadores como eu, esperando o nascer do Sol, fui surpreendido com mais uma imagem de decapitações promovidas pelo autodenominado Estado Islâmico.
A barbárie das barbáries.
Nada pior, em verdade, do que as bombas jogadas sobre a população civil como ocorre diariamente em zonas de conflito, ou como os naufrágios que já deixaram de ganhar destaque da mídia, ceifando vidas no Mediterrâneo.
É que estas decapitações têm "nomes e endereços", referem-se a pessoas,  o que as tornam particulares; enquanto as outras tragédias, embora humanas, assumem um caráter universal, impessoal.
Na sequência, li uma notícia sobre o pseudo apoio militar que a Russia e a China dariam ao governo da Venezuela, no caso de uma agressão norte-americana.
Mais que uma bobagem, esta notícia teve, como a outra, a consequência de tentar estragar meu dia, tal qual as nuvens que cobrem o céu desta manhã, escondendo o manto dourado do astro rei, que teima em mostrar-se.
Vã tentativa.
A simples lembrança de minhas netas brincando já é suficiente para alegrar meu dia e me colocar, desperto, pronto para mais uma jornada de trabalho.
O "distritão" não foi aprovado; a greve dos metroviários foi postergada para uma próxima semana; e por aí vai.
Também boas notícias.
No entanto, não posso deixar de pensar que, longe dos holofotes, avizinha-se um grande perigo, travestido de "boas novas", ainda não divulgado e que passa desapercebido da grande maioria das pessoas.
Falo do expansionismo chinês que, no hemisfério Sul já conquistou a África e que, cruzando os mares, alcançou a América e nela, o nosso Brasil.
Diferentemente dos anglo-saxônios e seus descendentes, dos celtas e germânicos, belgas ou ibéricos, os chineses preocupam-se não apenas com a exploração dos recursos naturais, como faziam os capitalistas citados, mas também com uma ocupação territorial necessária para acomodar sua gigantesca população. 
Diferentemente das "garras da águia americana" que arrancam rapidamente a carne e depois largam a carcaça, os tentáculos do "polvo asiático" prendem a presa e sugam, lentamente, todo o líquor vital, promovendo uma morte ainda mais dolorosa.
Os chineses são famosos pela paciência e pelo planejamento secular.
Vide o tempo que gastaram para fazer um "muro".
A conquista do hemisfério Sul, tornará a guerra inevitável, pois, diante da escassez de recursos, o norte, dividido em várias potências, atacará.
Não agora, mas atacará.
Minhas netas, ou quiçá as netas delas, verão.
Precisamos pensar um pouco sobre isso.

Professor Orosco.
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