terça-feira, 22 de julho de 2014

A PÊRA DE KANT


Ao abrir a geladeira de sua casa, um pai que desejava comer uma fruta, percebe que no refrigerador só havia uma pêra.
Ele pega a fruta, divide-a em quatro partes e as oferece à esposa e aos três filhos, para que estes se deleitem comendo a fruta.
Ao fazer isso, abre mão de seu desejo, de sua vontade, para saciar um apetite maior, que é o amor à sua família.
Faz isso, mesmo que naquele momento os rebentos não desejassem comer a pêra, incentivando-os a alimentar-se comendo uma fruta sadia.
Em seu estado de natureza, poderia comer a fruta pois, afinal, este é seu direito natural, mas não o faz porque não seria seu direito moral.
Poderia dividir a fruta em cinco partes, mas não o faz porque seu amor é maior que a fome.
Esta é a casa de Kant.
Somos aquilo que nossa intenção determina.
Assim, podemos concluir que não é ilegal, não ajudar os menos favorecidos, como a criança abandonada, a pessoa com deficiência ou o velho desamparado, só é imoral.

Professor Orosco.
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