terça-feira, 8 de julho de 2014

FIGO OU MAÇÃ ?

PROBLEMA FILOSÓFICO:

Para alcançar o conhecimento, devemos comer FIGO OU MAÇÃ?

“E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal” (Gn 2,9)

Em representações mais clássicas, Adão e Eva comeram do fruto da árvore da ciência e do conhecimento, do bem e do mal e, ao fazê-lo, perceberam-se nus.
Embora nas escrituras não esteja especificada o tipo de árvore da qual experimentaram o fruto, especula-se que esta tenha sido uma macieira, e o fruto uma maçã.
A ideia da maçã remonta a um trocadilho da língua latina, onde a palavra malum significa tanto mal quanto maçã (a frase real para o bem e o mal é “boni et mali).
Outros especulam que a árvore tenha sido uma figueira, e o fruto um figo, porque depois que Adão e Eva comeram o fruto, cobriram sua vergonha com uma folha de figueira.
De qualquer forma, estudando ambas possibilidades, descobrimos que, o fruto da macieira, a maçã, rica em fibras é grande aliada contra os altos níveis de colesterol e suas fibras também contribuem para a regularidade intestinal, nivelando a quantidade de água presente nas fezes.
Também é uma fruta rica em fitonutrientes, incluindo flavonoides e fenóis, atuando os primeiros como antioxidantes que, além da contribuição contra as doenças coronárias, atenua a degradação óssea.
Sua casca, rica em fenóis, é útil na prevenção de várias doenças crônicas e auxilia na proteção da pela contra os raios ultravioleta do Sol.
Não é sem fundamento que Steve Jobs, símbolo da tecnologia moderna, a escolheu como símbolo  para representar sua empresa ligada à propagação da informação e conhecimento.
Já o figo, que possui boa quantidade de açúcar, magnésio, potássio, cálcio, ferro e fibras, é especialmente recomendado para doenças do fígado, da vesícula biliar e casos de esgotamento físico, auxiliando, também, na redução do colesterol, controle do diabetes e hipertensão.
Em verdade, é importante frisar que, cientificamente falando,  o figo não é uma fruta, mas uma espécie de receptáculo de frutas denominado “sícone”, em forma de pêra, que suporta as flores masculinas e femininas que darão origem aos pequenos frutos, denominados “aquênios”, aos quais vulgarmente chamamos sementes, rico em polifenóis, ácido clorogênico, carotenos, taninos e flavonoides.
Existem, nas escrituras, inúmeras passagens em que se registra o apreço de Jesus pelo figo como alimento.
Portanto, face o exposto e, diante da falta de maiores informações, a prudência e a boa saúde recomendam o consumo salutar e frequente de ambos, de forma moderada e alternada.

Professor Orosco


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