terça-feira, 9 de julho de 2013

A CULTURA QUE FALTA PARA A CULTURA



Neste 9 de Julho, lembrando o 23 de Maio, dia sagrado por decreto estadual aos Heróis MMDCA, precisamos, à luz da verdade, recordar um pouco da nossa história recente.
Para os paulistanos, a data de 23 de maio de 1932 jamais poderá ser apagada do calendário cívico da Cidade de São Paulo, onde foi edificada como exemplo de patriotismo às gerações futuras, recordando o ideal de cinco (quatro + um ) jovens que perderam suas vidas em prol da Constituição de seu País. 
Foram eles, Euclides Bueno Miragaia, Mário Martins de Almeida, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo Camargo de Andrade, aos quais somou-se o nome de Orlando Alvarenga (que veio a falecer meses depois). 
Com as iniciais de seus nomes composta a sigla MMDC+A (Miragaia, Martins, Dráusio, Camargo e Alvarenga), a sigla passou a representar a indignação do povo com o governo federal.
Depois da morte destes paulistas, São Paulo se preparou para a luta armada por uma nova Constituição, promessa não cumprida por Getúlio Vargas quando assumiu o governo em 1930 e, assim, em 9 de julho de 1932, São Paulo abandonou os discursos para ir definitivamente às armas, quando então estourou a revolução. 
Recentemente, o brilho da homenagem ao civismo e brio do povo paulista, reconhecida na denominação que foi dada ao Túnel 9 de Julho, foi, infelizmente, para sempre ofuscado pela atitude da ex-prefeita e atual MINISTRA DA CULTURA, Marta Suplicy, que ignorando a historia do povo que governava, rebatizou, após quase setenta anos de sua inauguração, com o nome de Túnel Dr. Daher Elias Cutait, como, aliás, é prática comum de seu partido político.
O Dr. Cutait, um ilustre medico, certamente merecedor de reconhecimento, poderia ter sido lembrado com seu nome dado a outro monumento, com o qual a edilidade poderia lhe homenagear, não precisando, em sua história de vida, ser associado a ato tão vil.

Professor Orosco 

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