quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA Nº 2


A ORIGEM DA COROA DE LOUROS

            Conta a Mitologia Grega que Apolo, o deus do Sol, também conhecido por Febo, o deus dos arqueiros, da profecia e da música, filho de Júpiter (Zeus) e Latona, retornando à casa depois de uma aventura em que matara a gigantesca Píton com uma única e certeira flecha, viu o menino Cupido (Eros, o deus do amor) brincando com seu arco e flecha.
            Enraivecido, achando aquilo uma afronta à sua destreza, chamou o menino à atenção, dizendo-lhe que arco e flecha não eram para ele, mas para pessoas mais dignas.
            Ofendido com a audácia, o menino deus, pegou duas de suas flechas, uma do amor e outra do desprezo, e as disparou quase que de imediato.
            A flecha do amor atingiu em cheio o coração de Febo e a do desprezo, uma bela ninfa de nome Dafne, filha do rio-deus Peneu.
            Apolo, atingido pela seta, apaixonou-se imediatamente pela jovem, que fugiu apavorada ao vê-lo.
            Ele a perseguiu e, sendo mais rápido, já estava a alcançá-la quando esta, percebendo que não conseguiria escapar, pediu ajuda ao pai, solicitando-lhe que a terra a tragasse ou que se lhe mudasse a forma, de tal sorte que Apolo não a subjugasse.
            Imediatamente seus pés fincaram-se no chão, como raízes, e seus membros enrijeceram-se, sendo toda ela recoberta por uma casca macia.
            Seus cabelos tornaram-se folhas, seus braços galhos e o rosto transformou-se, ficando como uma copa de árvore.
            Febo, vendo o que ocorria, abraçou a árvore macia e beijou a madeira, percebendo que os galhos recuaram de seus lábios.
            Admitindo que não mais poderia tomá-la por esposa, contentou-se em homenageá-la, colhendo algumas de suas folhas com as quais construiu uma coroa.
            Determinou, então, a partir daquele momento, que todos os guerreiros, os grandes conquistadores, enfim, os vitoriosos, ao marcharem triunfalmente nas paradas, seriam condecorados e ostentariam a grinalda de louros.
            A ninfa, agora transformada em um loureiro, inclinou a cabeça expressando sua gratidão.


Professor Orosco. 
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