sábado, 6 de dezembro de 2014

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA Nº 5


Conta a Mitologia que Narciso, um belíssimo rapaz que gostava de caçar pelas montanhas, rejeitando Eco, outrora uma formosa ninfa, condenou-a a definhar até morrer, de tal sorte que só restasse sua voz, repetindo para sempre o que ouvia.
Sua crueldade era tal que rejeitava, também, todas as outras ninfas.
Um dia, uma donzela que tinha em vão procurado atraí-lo, proferiu uma prece para que Narciso, alguma vez, sentisse o que é amar sem ser correspondido.
A deusa da vingança, ouvindo a prece, consentiu que o pedido se realizasse.
Havia uma fonte cristalina, da qual jorrava água prateada, para a qual Narciso, retornando de uma caçada, dirigiu-se a fim de se refrescar.
Inclinando-se para beber, viu refletida sua própria imagem na água, tão nítida e formosa, que acabou apaixonando-se por ela.
Sem saber que era seu reflexo, tentou beijar a imagem na água que, ao ser tocada, desfez-se em pequenas ondas, retornando depois de alguns momentos.
Narciso ficou espantado, perguntando porque aquele ser tão belo o recusava.
Ao chorar, seu lamento produzia lágrimas que caiam sobre as águas, distorcendo a imagem.
Recompondo-se, pedia que aquele ser tão belo permanecesse com ele.
Ficou nisto, adorando a imagem, sem saber que o reflexo que via, era a sua própria face.
Morreu ali, sentindo a dor de um amor não correspondido.
No lugar onde seu corpo foi consumido, sem que este fosse encontrado, nasceu uma flor, púrpura por dentro, rodeada de folhas brancas, que recebeu seu nome para que a história fosse preservada.

Professor Orosco.

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